Taxas dos DIs têm alta com geopolítica e eleições no radar
As taxas dos DIs operam em alta, pressionadas pela expectativa de novas sanções dos EUA contra o Irã e pelo cenário político doméstico, onde pesquisas eleitorais mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. O mercado também repercute o Boletim Focus, que reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2026 a 1,95% e elevou marginalmente a estimativa de inflação para o próximo ano a 4,25%, mantendo a previsão do IPCA deste ano estável em 5,02%.
As taxas dos DIs operavam em leve alta na manhã desta segunda-feira, com os investidores aguardando mais detalhes sobre as sanções que os Estados Unidos anunciaram que irão impor contra o Irã, ao mesmo tempo em que avaliam as últimas pesquisas eleitorais.
Às 10h37, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,895%, ante o ajuste de 13,857% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,535%, ante o ajuste de 14,519%.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deve anunciar nesta segunda-feira mais detalhes sobre as medidas que o país adotará contra o Irã, em uma coletiva de imprensa às 14h (horário de Brasília).
O Departamento do Tesouro dos EUA deve ampliar o escopo das sanções secundárias que pode impor a entidades e países que mantêm laços comerciais com o Irã, à medida que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, busca aumentar a pressão econômica sobre Teerã, informou à Reuters uma fonte a par dos planos.
No cenário doméstico, um levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em um cenário de empate técnico, com Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno e Flávio com 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Pesquisa Datafolha da sexta-feira mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro (PL) estavam no limite do empate técnico, com Lula tendo 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio, de acordo com o levantamento.
Mais cedo, pesquisa Focus apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu a 1,95%, de 1,98% na semana anterior. Para 2027 a conta permaneceu em 1,50%.
A pesquisa semanal com uma centena de economistas também mostrou que a expectativa para a alta do IPCA este ano seguiu em 5,02%, mas para o próximo passou a 4,25%, de 4,24% antes. Para 2028 a projeção para a inflação também não sofreu alteração e segue em 3,80%.
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