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Taxas dos DIs sobem com indicadores de serviços ainda pressionados no IPCA

12 mai 2026 - 10h33
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As taxas ‌dos DIs operavam em alta na manhã desta terça-feira, com o mercado reagindo ao IPCA de abril, que veio ligeiramente abaixo do esperado, mas com alguns indicadores de serviços ainda acelerados. 

A alta das taxas também está em sintonia com o avanço dos rendimentos dos ⁠Treasuries no exterior, em mais um dia de alta dos preços ‌do petróleo.  

Às 9h56, a taxa dos Depósitos Interfinanceiros para janeiro de 2028 estava em 13,845%, em alta de 8 pontos-base ante ‌o ajuste de 13,764% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva a termo, a taxa ⁠do DI para janeiro de 2035 estava em 13,88%, com elevação de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,852%.  No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,431%.

O Instituto Brasileiro de Geografia ‌e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu ‌0,67% em abril, desacelerando ⁠ante a ⁠taxa de 0,88% de março. O resultado ficou levemente abaixo da projeção de ⁠0,69% dos analistas consultados pela ‌Reuters. Em 12 meses, o ‌IPCA acumulou 4,39%, ante 4,40% projetados.

Apesar do resultado levemente inferior ao esperado, a abertura do IPCA ainda demonstrou uma inflação pressionada em algumas métricas. 

Embora a inflação de serviços tenha desacelerado ⁠de 0,53% em março para 0,04% em abril, a taxa dos serviços subjacentes passou de 0,49% para 0,52% no período, conforme cálculos do banco Bmg. O índice de serviços intensivos em mão de obra foi de 0,58% para ‌0,71%.

A taxa média dos núcleos de inflação monitorados pelo Banco Central passou de 0,44% em março para 0,49% em abril, de acordo ⁠com o Bmg. 

O movimento dos DIs nesta manhã também era influenciado pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e pela alta do petróleo, em meio ao impasse entre EUA e Irã.

Na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre os países "respira por aparelhos". 

Nesta terça-feira, um oficial sênior da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que o Irã expandiu sua definição do Estreito de Ormuz para uma "vasta área operacional" muito mais ampla do que antes da guerra. O tráfego de navios pelo estreito, por onde circulam 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo, segue prejudicado.              

(Edição de Pedro Fonseca)

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