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Taxas dos DIs passam a cair em meio a especulações sobre disputa eleitoral

10 set 2026 - 12h31
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Resumo
Na contramão do exterior, as taxas dos DIs e o dólar caíram nesta quinta-feira, enquanto o Ibovespa renovou máximas acima de 188 mil pontos. O otimismo do mercado foi impulsionado por especulações eleitorais que apontam o senador Flávio Bolsonaro à frente de Lula, cuja reeleição gera desconfiança fiscal. O alívio doméstico ocorreu apesar da alta do petróleo por tensões entre EUA e Irã, da crise interna no STF e de dados do setor de serviços que indicam desaceleração da economia brasileira.

As taxas dos ‌DIs reverteram as altas vistas mais cedo e passaram a cair nesta quinta-feira, com os agentes especulando em torno da disputa presidencial no Brasil, enquanto os rendimentos dos Treasuries e o petróleo seguiam em alta.

Na contramão do exterior, às 12h21, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,555%, ⁠em baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,63% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,08%, com recuo de 13 pontos-base ante 14,213%.

A ‌nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg está programada para esta quinta-feira. ‌Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a especulação no mercado é de ⁠que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecerá bem posicionado na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto.

No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio passou a superar Lula, com 52% das apostas de vitória, contra 45% do petista.

Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do ‌mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas ‌e, consequentemente, da inflação. ⁠Assim, notícias favoráveis ⁠a Flávio têm favorecido a queda do dólar e das taxas dos DIs.

No fim da ⁠manhã, houve uma melhora generalizada dos ativos ‌brasileiros, com o dólar passando ‌a ceder e o Ibovespa renovando máximas, acima dos 188 mil pontos.

Além da disputa eleitoral, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) segue no foco dos investidores. Na véspera, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, cassou ⁠decisões liminares concedidas anteriormente pelos colegas André Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não no cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Além disso, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.

O movimento dos ativos no ‌Brasil contrasta com o exterior. Às 12h24, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 8 pontos-base, a 4,918%. Já ⁠o petróleo Brent tinha alta de 4,23%, aos US$105,49 o barril.

Por trás do movimento está novamente a guerra entre EUA e Irã, que se acirrou nos últimos dias, reavivando as preocupações com a inflação nos países. O Banco Central Europeu elevou suas taxas de juros nesta quinta-feira pela segunda vez neste ano, buscando conter a inflação.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou mais cedo que o volume de serviços no país ficou estável em julho ante o mês anterior e subiu 0,9% ante julho de 2025. Em mais um sinal de desaceleração da atividade econômica, os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de altas de 0,2% na comparação mensal e de avanço de 1,1% na base anual.

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