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Taxas dos DIs fecham em queda com IBC-Br no radar

17 ago 2026 - 17h11
(atualizado às 17h23)
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As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em ‌queda, enquanto os investidores avaliavam os dados do índice de atividade econômica IBC-Br, em um dia de ajustes após as altas observadas na maior parte da semana passada.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,99%, ante o ajuste de 14,035% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, ⁠a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,745%, ante o ajuste de ‌14,749%.

Divulgados pela manhã, os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), mostraram uma expansão de 0,2% no segundo trimestre de 2026 sobre ‌os três meses anteriores mesmo após ter recuado em ‌junho. Em junho, o índice registrou retração de 0,6% na comparação com o ⁠mês anterior, segundo dados dessazonalizados, pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%.

"Essa leitura reforça a ideia de que o Copom ainda tem espaço para cortar além do que está precificado hoje", disse Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram suas projeções para a economia brasileira em 2027, vendo inflação maior ‌e crescimento mais baixo, mostrou a pesquisa Focus divulgada antes da abertura do mercado nesta segunda.

O ‌levantamento apontou que a expectativa ⁠para a alta do ⁠IPCA no próximo ano subiu a 4,24%, de 4,22% na semana anterior. Para este ano, a ⁠projeção seguiu em 5,02%, apesar da queda na ‌estimativa de aumento dos preços ‌administrados a 4,70%, de 4,91% no levantamento anterior.

"O Focus trouxe um recado misto, já que a inflação de 12 meses e a projeção de 2027 subiram, enquanto a Selic esperada para o fim do ano permaneceu em 13,75%, sugerindo só mais ⁠um corte pela frente", avaliou o economista da Nomad.

Durante a tarde, os investidores também acompanharam fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em conferência do Santander na qual comentou que o atual ciclo da política monetária é mais explicado por questões internas do Brasil do que por temas globais, ressaltando ‌que a demanda vem crescendo mais que a oferta no país. Galípolo afirmou que o BC atua para que os juros estejam em patamar contracionista, em meio a um ⁠trabalho para equilibrar os dois fatores.

O noticiário político também ganhou mais atenção com o início da campanha eleitoral oficial pelos candidatos e novas pesquisas de intenção de votos.

No domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à sua campanha à reeleição com o desafio de conquistar uma geração de trabalhadores com pouca ligação com os sindicatos e o chão de fábrica, que já foram a espinha dorsal do seu Partido dos Trabalhadores (PT). Já o senador Flávio Bolsonaro, também candidato à Presidência, prometeu um "tesouraço" nas contas públicas em seu primeiro comício oficial de campanha no domingo, assim como mais empregos e uma melhora na segurança dos cidadãos.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostrou que Lula e Flávio seguem em empate técnico nas intenções de voto para um eventual segundo turno, embora o presidente continue numericamente à frente do senador.

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