Petróleo na Margem Equatorial: Temos mais 5 poços para furar além desse bloco, diz Magda
'Tem petróleo, tem descoberta; ainda não sabemos quanto', afirma a CEO da Petrobras. 'Vamos continuar investindo, explorando, e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer'
RIO - A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou nesta segunda-feira, 17, que a estatal está "extremamente otimista" com os resultados da descoberta de petróleo no poço pioneiro de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Segundo ela, a perfuração deve ser concluída em cerca de 15 dias. A presidente da estatal explicou que, após a conclusão da perfuração, o próximo passo é delimitar a descoberta, ou seja, medir a extensão e o volume recuperável do reservatório.
Chambriard ressaltou ainda que a empresa aguarda licenças para perfurar mais três poços no mesmo bloco exploratório e que há outras cinco áreas previstas para novos poços, ampliando o esforço exploratório na Margem Equatorial.
"Tudo indica que vai ser bom (no poço de Morpho), nós estamos extremamente otimistas. Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto. Vamos continuar investindo, explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer", declarou, reforçando o tom de confiança da estatal com o potencial da região.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Oiapoque (AP), onde a executiva acompanhou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao navio-sonda ODN II, responsável pela descoberta anunciada na sexta-feira, 14. Chambriard ressaltou a mensagem que o achado é "extremamente relevante" por sinalizar a continuidade do Brasil - e da Petrobras - como produtor de peso no cenário mundial.
"Hoje nós produzimos 80% do petróleo do Brasil do pré-sal. Esse pré-sal vai ter um pico de produção mais ou menos em torno de 2034, 2035 e, a partir daí, nós precisamos repor reservas para que a gente não perca a posição de um dos dez maiores produtores de petróleo do planeta", afirmou. O País ocupa atualmente o posto de sétimo maior produtor global.
A executiva alertou para o risco de voltar à condição de importador se não houver expansão da exploração e da reposição de reservas. "A partir do pico, se não agirmos, seremos importadores de petróleo como no passado", disse, ao defender que "não tem futuro para uma empresa de petróleo sem exploração".
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