Taxas dos DIs caem com nova pesquisa eleitoral e recuo dos rendimentos dos Treasuries
As taxas dos DIs operam em queda nesta quinta-feira, influenciadas pelo alívio nos rendimentos dos Treasuries e pelo cenário político doméstico. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg apontou empate técnico na corrida presidencial, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, estimulando o mercado financeiro. Com os recentes ajustes de juros do Copom e do Federal Reserve já precificados, os investidores mantêm o foco nas eleições e na trajetória fiscal do país.
As taxas dos DIs voltaram a ceder nesta manhã de quinta-feira após nova pesquisa eleitoral mostrar empate técnico na disputa pela Presidência, mas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries também tinham baixas firmes.
Às 10h08, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,575%, em baixa de 11 pontos-base ante o ajuste de 13,682% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,18%, com recuo de 6 pontos-base ante 14,243%.
Na quarta-feira, o Banco Central cortou em 25 pontos-base a taxa básica Selic, para 13,75% ao ano, deixando em aberto o próximo passo na política monetária. A decisão foi anunciada à noite, com os mercados fechados e já após o Federal Reserve ter elevado em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
Ainda que as decisões fossem bastante aguardadas, o mercado já havia precificado em grande parte o corte da Selic e a alta de juros pelo Fed, o que mantinha nesta quinta-feira as atenções voltadas para a disputa eleitoral.
A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%.
Ainda nesta quinta-feira o Datafolha divulga sua nova pesquisa eleitoral.
Nas últimas semanas, o fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado "trade eleitoral", que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).
Isso porque Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
No exterior, o petróleo Brent voltou a ceder nesta manhã, mas ainda seguia em níveis elevados, na faixa dos US$101 o barril. Já os rendimentos dos Treasuries exibiam baixas firmes, após terem subido na véspera na esteira da decisão do Fed.
Às 10h08, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 6 pontos-base, a 4,947%.
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