Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Taxas dos DIs caem com esperanças renovadas de acordo entre EUA e Irã

24 abr 2026 - 17h09
Compartilhar
Exibir comentários

Após subirem nas últimas três sessões, as taxas dos DIs ‌fecharam a sexta-feira com leves baixas, em sintonia com o recuo dos Treasuries, em meio às esperanças renovadas durante o dia de que Irã e Estados Unidos voltem a negociar um acordo de paz.

No fim da tarde, a taxa do Depósitos Interfinanceiros (DI) para janeiro de 2028 estava em 13,64%, em baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 13,696% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,575%, com recuo de 8 pontos-base ante o ajuste ⁠de 13,653%.

Nas três sessões anteriores, as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã pressionaram a renda fixa brasileira, com ‌a curva a termo exibindo prêmios maiores.

Nesta sexta-feira, porém, algumas notícias vindas do lado iraniano e do lado norte-americano, ainda que conflitantes, renovaram a expectativa de que os dois países possam se sentar à mesa para negociar.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, ‌Abbas Araqchi, era esperado nesta sexta-feira na capital paquistanesa, Islamabad, para discutir propostas para ‌reiniciar as negociações de paz com os EUA, mas fontes paquistanesas disseram que ele não deveria se encontrar com os ⁠negociadores norte-americanos no local.  

Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad. A dupla partirá na manhã de sábado.

A expectativa de um desfecho para a guerra fez os rendimentos dos Treasuries se firmarem em baixa durante a tarde, enquanto o petróleo Brent reduziu os ganhos vistos mais cedo, ainda que seguisse acima dos US$105 o barril. 

No Brasil, as taxas dos DIs recuavam desde o início do ‌dia, mas as notícias sobre uma possível negociação entre Irã e EUA reforçaram o movimento. Às 12h53, a taxa do DI para janeiro ‌de 2035 atingiu a mínima intradia de ⁠13,560%, em baixa de 9 pontos-base ⁠ante o ajuste da véspera. 

Na ponta longa da curva as taxas também cederam, mas ainda assim precificavam chances majoritárias de que o Comitê de Política ⁠Monetária (Copom) do Banco Central cortará na próxima semana em 25 pontos-base a Selic, ‌hoje em 14,75% ao ano.  

Na quarta-feira pós-feriado -- ‌dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Mais do que ⁠a reunião da próxima semana do Copom, o mercado discute atualmente o que o colegiado fará na reunião seguinte, em junho. 

"Tenho dúvidas se ele (o Copom) faz mais uma (redução) de 25 (pontos-base) ou se para por aí", comentou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares. "Mesmo que o conflito no Oriente Médio acabe hoje, já se contratou um desequilíbrio econômico no mundo que vai durar alguns trimestres."

O avanço recente das expectativas de inflação no Brasil, conforme Olivares, diminui o ‌espaço para os cortes da Selic, pelo menos até que haja maior clareza sobre o desfecho da guerra. 

No boletim Focus mais recente divulgado pelo BC, a mediana das expectativas de inflação para 2027 está em 3,99% e para 2028 em 3,60% -- acima ⁠das taxas de 3,80% e de 3,52% vistas um mês antes, respectivamente. O centro da meta de inflação perseguido pelo BC é de 3%. 

"Qual é a possibilidade para ele poder continuar a dizer que existe espaço para alguma calibragem?", questionou Olivares, para quem ainda assim o BC tende a promover um corte de 25 pontos-base também em junho, como já começam a precificar os ativos.

As opções de Copom negociadas na B3 precificavam 39% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 31% de chance de redução de 50 pontos-base e 20% de possibilidade de manutenção, segundo os dados da quarta-feira.

Na próxima semana, os investidores estarão atentos à divulgação do IPCA-15 de abril, na terça-feira -- um dia antes da decisão do Copom.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries seguiam em baixa neste fim de tarde, em meio à expectativa de negociação entre EUA e Irã e após o Departamento de Justiça norte-americano ter encerrado a investigação contra o chair do Federal Reserve, Jerome Powell. 

Às 16h55, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha queda de 4 pontos-base, a 3,78%. O retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 1 ponto-base, a 4,308%. 

(Edição de Pedro Fonseca)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra