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Taxas dos DIs caem após arrecadação recorde em janeiro

24 fev 2026 - 10h52
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As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem baixas leves nesta manhã de terça-feira, após dados da Receita Federal indicarem um recorde de arrecadação em janeiro, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibem leves altas.

A Receita Federal divulgou às 10h15 os dados da arrecadação de janeiro, originalmente programados para as 11h. ⁠Os números mostraram que a arrecadação do governo federal teve alta real (descontada ‌a inflação) de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$325,751 bilhões -- um recorde para meses de janeiro.

O ‌resultado foi impulsionado pela atividade econômica resiliente e ‌por aumentos de tributos.

Após os números, as taxas dos DIs, ⁠que oscilavam perto da estabilidade, passaram a operar com leves quedas.

Às 10h39, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,515%, em baixa de 2 pontos-base ante o ajuste de 12,53% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro ‌de 2035 marcava 13,365%, em queda de 3 pontos-base ante 13,392%.

No exterior, ‌os Estados Unidos passaram ⁠a aplicar nesta ⁠terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos não cobertos por isenções, ⁠segundo um aviso emitido pela ‌alfândega do país. Essa é ‌a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na última sexta-feira, e não os 15% que ele prometeu no sábado.

A cobrança é uma reação à decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas ⁠anunciadas no ano passado por Trump sobre uma série de países, mas coloca em dúvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como Japão, União Europeia e Reino Unido.

Neste cenário, as taxas dos Treasuries tinham altas leves nesta ‌manhã. O rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de ⁠2 pontos-base, a 3,455%. Já o retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 1 ponto-base, a 4,037%.

Os títulos norte-americanos precificavam nesta manhã em 47,6% a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% em junho -- mês de reunião do Federal Reserve com apostas mais divididas no curto prazo --, contra 45,2% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a ferramenta CME FedWatch.

No Brasil, as opções de Copom precificavam na sexta-feira -- dado mais recente -- 80,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 14,42% de chance de redução de 25 pontos-base e 2,75% de possibilidade de manutenção em 15% ao ano.

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