Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Taxas curtas sobem em dia de ajustes e longas caem com guerra no Irã no foco

6 abr 2026 - 17h05
Compartilhar

As taxas dos DIs de ‌curto prazo fecharam a segunda-feira em alta, enquanto as de longo prazo cederam, em uma sessão de ajustes técnicos e de atenções voltadas novamente para a guerra no Oriente Médio.

No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 14,165%, com alta de 12 pontos-base ante o ajuste de 14,049% da quinta-feira passada, ⁠antes do feriado de Páscoa. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do ‌DI para janeiro de 2035 marcava 13,855%, com recuo de 2 pontos-base ante 13,879%.

Logo pela manhã, o Irã transmitiu ao Paquistão sua resposta à proposta dos EUA para o ‌fim da guerra, rejeitando um cessar-fogo e enfatizando a ‌necessidade de um fim permanente para o conflito, de acordo com a agência ⁠de notícias oficial iraniana Irna.

EUA e Irã avaliavam um plano intermediado pelo Paquistão para encerrar a guerra, que já dura cinco semanas, enquanto se aproxima o prazo final dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que Teerã feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, sob pena de ataques à sua infraestrutura.

Trump deu até as 20h de terça-feira (21h ‌de Brasília) para que o Irã feche um acordo.

Durante a tarde desta segunda-feira, o presidente ‌norte-americano reiterou suas ameaças e ⁠disse que o Irã ⁠poderia ser neutralizado em uma noite, sendo que "essa noite pode ser amanhã à noite".

"O mercado já ⁠está meio estafado, eu diria, dessas falas e ‌de nada concreto acontecendo", comentou ‌durante a tarde Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, ao avaliar que o discurso de Trump teve efeitos momentâneos sobre os ativos.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou no início da tarde, durante evento no Rio de Janeiro, ⁠que a cautela na condução da política monetária permitiu à autarquia enfrentar, em condição mais favorável, o choque recente causado pela guerra no Irã.

Por outro lado, ele ponderou que há preocupação pelo fato de o país ainda ter um mercado de trabalho "bastante apertado" e expectativas de inflação desancoradas.

Em meio ao noticiário ‌sobre a guerra e às declarações de Galípolo, as taxas curtas dos DIs se firmaram em alta durante a tarde, com um profissional ouvido pela Reuters citando um movimento ⁠de ajuste após os recuos firmes vistos na última semana.

Na ponta longa, as taxas se mantiveram com leves quedas, acompanhando a relativa acomodação dos Treasuries, apesar da guerra no Oriente Médio seguir em curso.

Também durante a tarde, o Ministério da Fazenda anunciou mais medidas para minimizar os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O governo dará uma subvenção de R$0,80 por litro de diesel produzido no país, além de zerar o Pis/Cofins do querosene de aviação e do biodiesel.

Além disso, o governo anunciou uma subvenção de toda a importação de gás nos próximos meses, no valor total de R$330 milhões, e o lançamento de duas linhas de crédito para as companhias aéreas, impactadas pela alta dos preços.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta segunda-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 14,165 14,049 0,116

JAN/28 13,83 13,738 0,092

JAN/29 13,715 13,681 0,034

JAN/30 13,755 13,744 0,011

JAN/31 13,79 13,798 -0,008

JAN/35 13,855 13,879 -0,024

(Edição de Pedro Fonseca)

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra