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Taxas curtas caem e longas ficam estáveis no Brasil em dia de Treasuries acomodados

27 ago 2026 - 17h06
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Resumo
Em dia de calmaria nos Treasuries, as taxas dos DIs de curto prazo recuaram e as longas fecharam perto da estabilidade. O mercado reagiu com moderação a dados em linha com o esperado, como a taxa de desemprego brasileira de 5,3% e o superávit primário de R$ 10,78 bilhões em julho. O alívio nos juros curtos refletiu a manutenção das apostas de um corte de 25 pontos-base na taxa Selic pelo Banco Central em setembro, diante da leitura dos indicadores locais e externos.

As taxas dos ‌DIs de curto prazo fecharam a quinta-feira com baixas, enquanto as de longo prazo encerraram próximas da estabilidade, em uma sessão de calmaria para a renda fixa brasileira e de variações modestas para os Treasuries.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,76%, com queda ⁠de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,83% da sessão anterior. Na ponta ‌longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,45%, quase estável ante o ajuste de 14,444%.

A sessão foi ‌marcada pela divulgação de dados econômicos tanto no ‌Brasil quanto nos Estados Unidos, mas nenhum indicador influenciou de forma decisiva ⁠a curva brasileira.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,3% nos três meses até julho -- menor resultado para o período da série, que começa em 2012. O dado veio em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters com economistas.

Já o ‌Tesouro informou à tarde que o governo central teve um superávit primário de R$10,783 ‌bilhões em julho, valor ⁠próximo dos R$10,679 ⁠bilhões projetados pelos economistas em pesquisa da Reuters. No mesmo período de 2025 houve déficit ⁠de R$59,070 bilhões.

O resultado positivo em julho, ‌no entanto, deve-se em grande ‌parte a um efeito do calendário: o cronograma de pagamentos de precatórios teve os desembolsos antecipados pelo governo para março, contra pagamentos principalmente em julho no ano passado.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou pela manhã ⁠que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 4.000 na última semana, para 203.000, em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 208.000 pedidos.

Além disso, os agentes monitoraram o início da conferência de Jackson Hole, no Wyoming, EUA, onde o chair do Federal Reserve, ‌Kevin Warsh, deve discursar na sexta-feira.

Com os rendimentos dos Treasuries se mantendo acomodados ao longo da sessão, as taxas dos DIs variaram em margens relativamente ⁠estreitas.

Profissional ouvido pela Reuters pontuou que parte do mercado seguiu operando sob a expectativa de que o Banco Central cortará a Selic em mais 25 pontos-base em setembro, considerando os dados econômicos mais recentes. Por isso, o sinal negativo prevaleceu na ponta curta no fim do dia, passado o leilão semanal de títulos prefixados do Tesouro. Atualmente a Selic está em 14,00% ao ano.

No leilão, o Tesouro vendeu no fim da manhã 23 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e 8 milhões de Notas do Tesouro Nacional -- Série F (NTN-Fs). O montante foi superior aos 18 milhões de LTNs e 3,65 milhões de NTN-Fs da semana anterior.

Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 1 ponto-base, a 4,676%.

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