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Tarifaço de Trump: Exportações de pneus aos EUA terão taxas de 25% e 50%, diz associação do setor

Anip ressalta que os pneus agrícolas, de carga e os de motocicletas foram atingidos pelas tarifas mais altas, que entram em vigor na próxima quarta-feira, 6

1 ago 2025 - 20h47
(atualizado às 20h50)
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A indústria de pneus é mais uma que reclama de ter sido atingida pela elevação a 50% do imposto sobre parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), entidade que congrega as empresas do setor, afirma que continuará atuando nos governos federal, estaduais, além das federações e confederações de indústrias, para "contribuir e apoiar" as negociações e as ações em curso.

São Paulo é o Estado mais impactado pelas medidas tarifárias sobre o setor. Em 2024, concentrou 49,4% dos pneus produzidos para exportação, com nove fábricas. Em 2025, até junho, superou a metade: foi de 52,7%.

A Bahia vem depois, com 24,3% de participação em 2024 e 21,9% em 2025, em três fábricas. Outros Estados que também abrigam plantas industriais com operações relevantes em exportação são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.

De acordo com a entidade, os pneus agrícolas, de carga e os de motocicletas foram atingidos pelas tarifas que somam 50% e entram em vigor na próxima quarta-feira, 6. Já os pneus de passeio, segundo a Anip, mantêm taxação de 25%. Em maio, a taxação sobre a entrada dos pneus de passeio do Brasil saltou de 10% para os atuais 25%, enquanto os pneus de aeronaves (não fabricados no Brasil) passaram a ter tarifa adicional de 10%.

Em 2024, a indústria instalada no Brasil havia exportado 9,8 milhões de pneus (20% do total das vendas do setor). Os Estados Unidos foram o principal destino, com 3,2 milhões de unidades (33,2%). Só no primeiro semestre, as exportações haviam somado 5,5 milhões de unidades (22% das vendas da indústria), das quais 1,9 milhão para os EUA (35,3%).

"As tarifas de 50% e 25% impostas pelo governo norte-americano trazem grande preocupação", diz Rodrigo Navarro, CEO da Anip. "Trata-se de mais um desafio a ser enfrentado no contexto do setor. Desde 2020 temos convivido com o crescimento das importações, muitas vezes com valores abaixo do custo (dumping), afetando duramente a indústria no país, assim como os empregos e investimentos, e reduzindo a compra de matérias primas locais", destaca.

Os pneus de passeio, segundo a Anip, permanecem com taxação de 25%
Os pneus de passeio, segundo a Anip, permanecem com taxação de 25%
Foto: Monica Zarattini/Estadão / Estadão

"Vamos continuar com os esforços junto aos principais interlocutores, para fortalecer as iniciativas de diálogo com o governo norte-americano", diz Navarro.

A Anip esteve reunida com o vice-presidente Geraldo Alckmin e equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com os governadores de São Paulo e Bahia, além de representande de confederações e federações como CNI, Fiesp e Fieb.

De acordo com Navarro, as tarifas trazem prejuízos e afetam as empresas do setor, em especial as que investiram em linhas de produção no Brasil exclusivamente para exportação aos EUA.

Estadão
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