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Tarcísio elogia Milei por 'cortar 5% do PIB de gasto público', baixar inflação e atrair capital

Governador de São Paulo também fez críticas ao governo federal, afirmando que há necessidade de reforma administrativa, desvinculação de receitas e desindexação de 'algumas despesas'

28 abr 2025 - 16h07
(atualizado às 19h17)
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou a política econômica conduzida pelo presidente da Argentina, Javier Milei, de modo a compará-la com a brasileira, atualmente capitaneada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Se você me perguntasse há um ano se seria possível o Milei cortar 5% do PIB de gasto público em um ano, eu diria que não é possível, mas foi", afirmou nesta segunda-feira, 28, no evento J. Safra Macro Day 2025, do Banco Safra.

"Observe o que aconteceu: a inflação caiu, o fluxo de capital aumentou (...) e adotaram o câmbio flutuante, recomendado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). O despejo de capital foi tão grande, que o câmbio voltou a apreciar", continuou Tarcísio. "Eles estão mostrando que há um caminho. É o caminho que a gente tem de adotar."

Tarcísio propôs que programas sociais adotados pelo governo federal devem ser decrescentes ao longo do tempo
Tarcísio propôs que programas sociais adotados pelo governo federal devem ser decrescentes ao longo do tempo
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O governador de São Paulo também fez críticas ao governo federal. Segundo ele, há necessidade de se fazer uma reforma administrativa, estabelecer a desvinculação de receitas e desindexação de "algumas despesas". Ele defende que se adote modelos econômicos que "deram certo" ao redor do mundo no Brasil.

"O pessoal está querendo operar com modelo de 20, 30 anos atrás, que cabia numa determinada circunstância e hoje não cabe mais. O mundo mudou muito, os desafios são outros", disse Tarcísio. "Tem-se feito uma opção pelo gasto, uma tentativa de se induzir a economia num determinado caminho que não é o bom caminho. É um caminho que vai destruir poupança, provocar a migração de capital e não vai nos dar um crescimento sustentável."

O ex-ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro (PL) também propôs que programas sociais adotados pelo governo federal devem ser decrescentes ao longo do tempo. "A partir do momento que se consegue emancipar famílias, deve-se fazer a porta de saída", afirmou Tarcísio.

Mexer em 'alavancas' para resolver problema fiscal

O governador de São Paulo também afirmou que o investidor do mercado financeiro estrangeiro está um pouco reticente em relação ao rumo fiscal do Brasil, mas que é possível restaurar a confiança novamente mexendo em "alavancas". Para ele, isso se deve a uma série de reformas econômicas implementadas durante os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

"Brasil é um País que passou por reformas estruturais importantes nos últimos anos (...) Reforma trabalhista, a PEC do Teto de Gastos e depois, recentemente, o arcabouço fiscal, Reforma da Previdência, Marco das Startups, Lei das Falências, autonomia do Banco Central, Marco da Cabotagem, Lei do Gás", afirmou Tarcísio. "Se você tem um problema fiscal, e hoje de fato você tem, não é nada que mexendo três, quatro, cinco alavancas você não coloque no rumo novamente."

Nesse sentido, o governador defendeu a retomada de um programa de privatizações e concessões, uma reforma do Orçamento Público para extinguir discussão sobre emendas parlamentares e o redesenho de políticas sociais e benefícios tributários. "O Congresso é 'super-reformista', já deu provas disso nos últimos anos. Aprovou uma Reforma Tributária que era muito difícil", disse.

Tarcísio também ressaltou os feitos em São Paulo, mencionando o enxugamento da máquina pública, a implementação de um programa de transação tributária e a extinção de benefícios tributários, segundo ele.

O governador também destacou que não está preocupado com o projeto de lei que determina a isenção de pagamento do Imposto de Renda para pessoa física que recebe até R$ 5 mil. Ele salienta que o Estado é pouco dependente do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Estadão
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