Sudeste concentra maioria dos consumidores de classe média
A região Sudeste do País concentra a maioria dos consumidores da classe média segundo estudo Vozes da Classe Média, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Data Popular em parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. De acordo com a pesquisa, 46,1% da classe média estão divididos entre os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
Outra região que chama atenção é a Nordeste, que possui 22,2% da classe média do País. Na sequência aparecem as regiões Sul, com 16,4%, Centro -Oeste, com 8,4%, e Norte, com 6,9%.
Segundo o levantamento, 59% dos brasileiros pertencentes à nova classe média acreditam que sua vida melhorou. As principais mudanças estariam nos aspectos pessoais, já que 55,5%, na média, acreditam que este item melhorou. Quando questionados sobre a cidade e o bairro onde vivem, 50% dos entrevistados afirmaram que houve melhora.
No que diz respeito aos aspectos econômicos, 46% acreditam que a parte financeira melhorou, ante 44% que responderam que ela se mantém igual. Na parte profissional, 46% acreditam em melhora, ante 10% que veem piora na situação.
Os dados também apontam que aproximadamente 80% dos novos integrantes da classe média brasileira são negros. Nos últimos dez anos, a classe média teve um crescimento de 38% e hoje abrange 53% da população, o que significa 104 milhões de brasileiros.
"Uma das características da classe média é que os grupos que entraram eram os que estavam menos representados. Agora ela (classe média) é muito mais heterogênea do que era há dez anos. As empregadas domésticas que eram uma fração menor ampliaram a participação, os negros aumentaram. Quase 80% do aumento na classe média referem-se à população negra", disse o secretário de Assuntos Estratégicos da SAE, Ricardo Paes de Barros.
Com esse aumento, a representatividade entre negros e brancos na classe média ficou equilibrada. Um total de 53% da classe média é formada por negros e 47% por brancos. O estudo registra que esse equilíbrio, no entanto, não significa que as desigualdades raciais foram superadas, uma vez que perduram nas demais classes. Na classe alta, 69% são brancos e 31%, negros e na classe baixa 69% são negros e 31%, brancos.
O estudo identificou também relações entre o emprego e a classe média. Dos trabalhadores ocupados - formais e informais -, 57% estão na classe média. Quando se leva em conta apenas os trabalhadores formais, esse número sobre para 58%.
Com informações da Agência Brasil.