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Setor químico estima custo adicional de US$66 mi até final do ano com novo tarifaço de Trump

16 jul 2026 - 20h00
(atualizado às 20h18)
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A Associação Brasileira ‌da Indústria Química (Abiquim) afirmou nesta quinta-feira que a imposição de novas tarifas de importação contra produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos deve gerar um incremento potencial de custos de US$66 milhões ao setor até o ⁠final do ano.

A entidade afirmou que os grupos ‌mais afetados de produtos pelas tarifas do governo de Donald Trump são tintas, vernizes e lacas; fibras ‌têxteis sintéticas; e sabões, detergentes e ‌produtos de perfumaria, "praticamente sem produtos contemplados pelas ⁠isenções e, portanto, sujeitos a uma sobretaxa próxima de 25%".

Além desses, a Abiquim cita como segmentos impactados: químicos orgânicos e resinas e elastômeros, com químicos inorgânicos e defensivos agrícolas tendendo a sofrer menos efeitos, "em razão da ‌elevada participação de produtos incluídos na lista de isenções".

Nas ‌contas da associação, ⁠embora apenas ⁠42% dos códigos tarifários (SH6) do universo químico exportado aos EUA tenham ⁠sido isentados da tarifa ‌adicional de 25%, "esses ‌códigos concentram parcela significativa do valor exportado".

A Abiquim afirmou que dos 1.177 códigos SH6, 493 ficaram isentos da sobretaxa, enquanto 684 códigos (58%) estão sujeitos à ⁠nova tarifa de Trump.

"Isso significa que, embora a maior parte do valor exportado esteja concentrada em poucos produtos beneficiados pelas isenções, a sobretaxa continua incidindo sobre a maioria dos itens ‌da pauta exportadora do setor químico", afirmou a entidade no comunicado.

Em termos de valor exportado, as isenções ⁠abrangem entre 64% e 71% das vendas brasileiras aos EUA, concentradas em poucos produtos de grandes volumes vendidos ao país, como alumina calcinada, silício, hidróxido de alumínio e óxido de nióbio.

A Abiquim calcula que os EUA tiveram um superávit comercial do setor químico com o Brasil de mais de US$9 bilhões no ano passado. Para a entidade, a medida "não encontra justificativa na relação comercial entre os dois países e tampouco contribui para ampliar a competitividade da indústria norte-americana".

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