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Setor manufatureiro dos EUA fica estável em setembro; preços dos insumos aumentam

1 out 2026 - 11h12
(atualizado às 11h16)
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Resumo
A atividade manufatureira dos EUA ficou estável em setembro, com o PMI do ISM passando de 54,6 para 54,5, mantendo o setor em expansão graças à demanda por infraestrutura de inteligência artificial. Contudo, o forte salto no índice de preços de insumos (de 71,1 para 77,9), aliado às tensões geopolíticas no Oriente Médio, reforça as pressões inflacionárias. O cenário sustenta as projeções de que a inflação seguirá acima da meta, após o Federal Reserve ter elevado a taxa de juros para até 4,00%.

A atividade manufatureira ‌nos Estados Unidos apresentou pouca variação em setembro, com os preços dos insumos aumentando em meio à demanda forte e indicando pressões inflacionárias sustentadas.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) informou nesta quinta-feira ⁠que seu PMI do setor manufatureiro recuou ‌para 54,5 no mês passado, ante 54,6 em agosto. Economistas consultados pela Reuters previam alta ‌para 55,0. O PMI tem ‌se mantido acima do limiar de ⁠50 neste ano, indicando crescimento no setor manufatureiro, que representa cerca de 9,4% da economia.

A expansão da infraestrutura de IA está sustentando o setor manufatureiro, assim como as empresas que estão reabastecendo ‌seus estoques para atender à demanda interna. Há, ‌no entanto, preocupações ⁠de ⁠que segmentos não relacionados ao boom de gastos com IA ⁠possam enfrentar dificuldades ‌nos próximos meses ‌em meio aos obstáculos decorrentes da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que atrapalhou as cadeias de oferta e elevou ⁠os preços da energia.

O índice de novos pedidos da pesquisa do ISM subiu para 55,3 no mês passado, ante 53,7 em agosto. A inflação na porta ‌da fábrica aumentou no mês passado. O indicador de preços pagos por insumos da pesquisa saltou ⁠de 71,1 em agosto para 77,9, em linha com as expectativas dos economistas de que a inflação possa permanecer acima da meta de 2% do Federal Reserve por algum tempo.

Em setembro, o banco central dos EUA elevou sua taxa de juros de referência em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, o primeiro aumento em três anos, e sinalizou novas altas nos custos de financiamento nos próximos meses.

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