Ezequias Hastemreiter, que aprendeu a remendar e consertar calçados com seu pai e vive disso há 36 anos no Rio de Janeiro, afirma que os sapateiros têm pouco que comemorar no Dia do Trabalho, já que se trata de um ofício em via de extinção e cada vez mais mal remunerado.
A fabricação em série de calçados baratos, o uso cada vez mais comum de sapatos feitos com materiais de pouco valor e a crescente informalidade da sociedade para vestir-se reduziram significativamente o número de clientes dos sapateiros, segundo este bisneto de imigrantes alemães que administra uma das poucas sapatarias que restam na zona sul do Rio.
"A sapataria é um ofício que se herda. Eu aprendi do meu pai e ensino tudo o que sei a meu filho, mas recomendo a ele que conclua seus estudos universitários para que tenha uma carreira como alternativa", declara à Agência Efe este sapateiro, cujo filho, de 27 anos, estuda o último ano de Biologia na universidade.
Hastemreiter relata que seu pai aprendeu a ser sapateiro aos sete anos na cidade de Muriaé, no interior de Minas Gerais, e que abriu uma sapataria no Rio de Janeiro em 1964.
Além da profissão, herdou o local e o administra junto com sua esposa, Ana Cristina, e com seu filho, Jônatas, de 27 anos e dos quais dez foram dedicados ao ofício, mas agora não sabe se deixará sucessor.
Hastemreiter alega que o ofício está ameaçado de extinção e seu futuro é uma incógnita.
"Antigamente todo mundo ia à sapataria porque o calçado era caro e valia a pena consertá-lo. Hoje a clientela diminuiu bastante", afirma Hastemreiter sem desviar o olhar dos sapatos aos quais tenta dar uma 'cara nova' na oficina na qual trabalha no bairro de Botafogo.
Dilma posta mensagem do 1º de maio em redes sociais :
Os poucos sapateiros que restaram no Rio de Janeiro, acrescenta, trabalham para pessoas que precisam usar roupas sociais e sapatos de qualidade, a quem compensa restaurar um calçado de marca, caro e de materiais custosos como o couro.
A queda da demanda, a dificuldade de aprender um ofício para o qual não há escolas e os altos custos para sustentar uma sapataria em áreas comerciais contribuem para aumentar a ameaça de extinção do ofício.
"O que se observa pelo menos no Rio de Janeiro é que alguns sapateiros se aposentam ou morrem e não deixam sucessores. Não surgem novos profissionais. As pessoas ficam trabalhando sozinhas ou com um único aprendiz e quando morrem a loja acaba fechando", diz.
Em sua opinião, o número de sapateiros também se reduziu significativamente devido ao fato de que não é um ofício fácil de aprender.
"A renovação é pequena. Não há escolas para este ofício. Para aprender a fabricar calçados há escolas, mas não para aprender a consertá-los. É algo que se aprende trabalhando em uma sapataria com alguém que aceite ensinar os segredos", conta.
Segundo Hastemreiter, os poucos bons profissionais que surgem são disputados pelos poucos sapateiros que persistem em seu ofício e que necessitam de um ajudante.
Silvio Santos já deu inúmeras provas de que trabalhar faz bem para a cabeça e para o bolso. O apresentador era vendedor ambulante na Lapa, Rio de Janeiro, quando tinha 14 anos
Foto: Facebook / Reprodução
Edson Celulari era corretor de imóveis antes de estrear em ‘Salário Mínimo’, em 1974, na TV Tupi
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Já pensou em receber um jornal de um entregador galã? Pois se você tivesse conhecido Fábio Jr. antes da fama, isso teria muitas chances de acontecer. O cantor já trabalhou arremessando jornais de casa em casa
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Cláudia Jimenez foi professora de jardim de infância antes de se tornar atriz
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Quem frequentava o restaurante T.G.I. Friday, em São Paulo, nos anos 1990, não imaginava que dali sairia um dos atuais galãs da Rede Globo: Rodrigo Lombardi. O ator, que também foi jogador de vôlei e atendente de uma agência de turismo serviu muitos futuros fãs
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Sheila Melo nem sempre foi a “A Nova Loira do Tchan!”. A dançarina e atriz trabalhou como frentista de posto de gasolina, balconista e secretária antes de mostrar seu rebolado para o Brasil
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Chico Buarque de Holanda foi topógrafo, profissional que estuda os acidentes geográficos do solo
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Vera Holtz era professora de matemática em Piracicaba, interior de São Paulo, e trabalhou como desenhista de mapas no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), na capital
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Quem diria? Wagner Moura, que não costuma ser a pessoa mais simpática do mundo com paparazzi, já fez muitas reportagens para Michelle Marie, nora de Antonio Carlos Magalhães, apresentadora especializada em cobertura social na TV Bahia
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Ivete Sangalo sabe dar valor ao dinheiro. A cantora vendeu roupas e marmita em um shopping de Salvador, Bahia
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Lázaro Ramos já trabalhou como técnico de patologia em um hospital de Salvador
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Daniel Rocha tem uma trajetória bem parecida com a de Rodrigo Lombardi. O ator já serviu muitas mesas em uma pizzaria de São Paulo
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Luan Santana começou cedo na música, mas antes dela, foi telefonista de uma rádio gospel. Foi nesta emissora, inclusive, que ele foi descoberto
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Lilia Cabral, que acaba de deixar a televisão no papel da devastadora Imperatriz da novela ‘Império’, na Globo, encantou, no passado, muitas crianças como professora de jardim de infância
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Giulia Gam estreou fora do Brasil. A atriz era chapeleira em uma casa noturna de Nova York
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Quem também começou no exterior foi Murilo Benício. O ator entregou muita pizza e limpou muito chão de lanchonete em São Francisco, Califórnia
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Grazi Massafera vendeu muito cosmético e cuidou de muitas crianças antes de entrar para o ‘Big Brother Brasil’
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Léo Santana vendia frango assado nas praias de Salvador, Bahia
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Antes de puxar o microfone das mãos de Ivete Sangalo durante o Carnaval de 1998 e se tornar uma celebridade instantânea, Claudia Leitte era jornalista
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José Loretto trabalhou como segurança em Hollywood
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O ex-jurado do programa “Astros”, do SBT, Miranda estampou muita camiseta com serigrafia nos anos 70
Foto: AgNews
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"Tive há alguns anos um bom aprendiz a quem aconselhei abrir uma sapataria no subúrbio e as coisas deram certo para ele. Agora está difícil trazê-lo de volta", afirma.
O sapateiro comenta ainda que outro agravante são os altos aluguéis para o comércio no Rio de Janeiro, uma cidade que tem um dos metros quadrados mais caros do mundo.
"Quando renovam os contratos, o aluguel sobe tanto e de forma tão desproporcional ao faturamento que deixa de ser rentável trabalhar como sapateiro", se queixa.
Hastemreiter garante que a melhor forma de sobreviver é diversificando e adaptando-se às novas necessidades do mercado.
"Tivemos que adequar-nos e aprender a restaurar tênis, bolsas, capas para celular, pulseiras de relógio, capas de livros, mochilas, jaquetas de motociclistas, malas... Por isso nesta profissão é preciso ter não só habilidade manual e paciência, mas também muita criatividade", conclui.
O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) marcou presença no evento da Força Sindical em São Paulo
Foto: PAduardo / AgNews
Durante o evento, a Força Sindical fará o sorteio de carros e trará artistas populares na praça Campo de Bagatelle, zona norte da capital
Foto: PAduardo / AgNews
Show do 1º de Maio da Força Sindical terá sorteio de carros e apresentações com artistas populares, como o cantor Latino
Foto: PAduardo / AgNews
No largo 1º de Maio, a prefeitura de São Paulo organizou uma missa campal em homenagem aos trabalhadores
Foto: Rogerio Cavalheiro / Futura Press
No Vale do Anhangabaú, centro de SP, a CUT realiza marcha e missa campal
Foto: Vilmar Bannach / Futura Press
Na Praça da Sé, centro de SP, acontece o ato público “Dia de Luta” contra a terceirização
Foto: Peter Leone / Futura Press
Além de Latino, dupla Zezé di Camrgo & Luciano também marcaram presença no evento na zona norte
Foto: PAduardo / AgNews
Bruno & Marrone também participaram do evento da Força Sindical
Foto: PAduardo / AgNews
Outra dupla de música sertaneja presente foi Marcos & Belutti
Foto: PAduardo / AgNews
Outro cantor presente no evento da Força Sindical é o filho do cantor Leonardo, Zé Filho
Foto: PAduardo / AgNews
Cantora Paula Fernandes canta em ato da Força Sindical em SP
Foto: PAduardo / AgNews
Banda de pagode Inimigos da HP
Foto: PAduardo / AgNews
Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
Foto: Roberto Parizotti / CUT
Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
Foto: Roberto Parizotti / CUT
Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
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Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
Foto: Roberto Parizotti / CUT
Ato da CUT em comemoração do Dia do Trabalhador em São Paulo
Foto: Roberto Parizotti / CUT
No Rio de Janeiro, a prefeitura fez uma ação no Parque de Madureira, zona norte da cidade, para pessoas que procuram emprego
Foto: Arion Marinho / Futura Press
Manifestantes foram às ruas de Belém (PA) para protestar contra o projeto de lei de terceirização
Foto: Thiago Gomes / Futura Press
Cantor Cristiano Araújo em ato da Força Sindical
Foto: Paduardo / AgNews
Grupo Os Travessos também participaram do ato comandado por Paulinho da Força
Foto: Paduardo / AgNews
Para Aécio, Dilma se "acovardou"
Foto: Aécio Oficial / Divulgação
Em ato de 1° de maio, Lula afirma: "tenho vontade de brigar"