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Representante de Comércio dos EUA diz que China 'sempre dificulta as coisas' e critica Brasil

Jamieson Greer afirmou ao Congresso americano que China 'fez sua escolha' ao retaliar tarifas americanas; ele voltou a citar tarifas brasileiras sobre o etanol dos EUA

9 abr 2025 - 13h47
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O representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou ao Congresso americano que a China "fez sua escolha" ao retaliar as tarifas americanas e que o país "sempre dificulta as coisas" para os Estados Unidos. Em contrapartida, destacou que a "maioria dos países já disse que não vai retaliar" as medidas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

Ele também criticou o Brasil por ter com os EUA um "grande déficit comercial no etanol". Greer ressaltou que as "taxas que o Brasil cobra sobre etanol são muito maiores do que as que cobramos", mas ponderou que o problema "não será resolvido do dia para a noite, mas estamos no caminho". Um comunicado anterior da Casa Branca já mencionava o etanol brasileiro: "Brasil (18%) impõe tarifas mais altas que os EUA (2,5%)".

O representante de Comércio afirmou que os EUA estão "avançando bem rápido em negociações sobre tarifas" com diversos países, em meio a esforços para "reequilibrar o comércio exterior" americano. Ele destacou que as medidas tarifárias representam a "maior mudança nas relações comerciais da história dos EUA desde que deixamos a China, infelizmente, entrar na OMC (Organização Mundial do Comércio)".

Greer expressou otimismo em relação a possíveis aberturas de mercados estrangeiros: "Espero ver alguns países abrindo seus mercados às exportações americanas, o que ajudará a facilitar a fabricação de produtos nos Estados Unidos." Ele acrescentou que "as empresas americanas se tornarão mais eficientes quando tiverem acesso a mercados no exterior".

Sobre as negociações, ele citou conversas com o Reino Unido, que "quer trabalhar e chegar a um acordo conosco". Também afirmou que "muitos países entenderam os problemas de déficit comercial apontados por Trump", que tem deixado claro sua disposição para dialogar, segundo ele.

Greer reforçou que o presidente americano busca "trazer de volta a produção industrial ao país". Sobre fármacos, confirmou: "Trump já disse que vai impor" tarifas. Questionado se as medidas serão permanentes, respondeu que "Trump está negociando", e destacou que as tarifas foram aplicadas a "todos os países", não apenas aos com superávit, quando questionado por um dos parlamentares.

Sobre a Rússia, Greer lembrou que já há "grandes sanções comerciais" em vigor, mas afirmou que "vou aconselhar, mas Trump decidirá" sobre possíveis aumentos tarifários. Quanto à Coreia do Norte, justificou a ausência de tarifas: "não temos relações comerciais com eles".

Greer classificou o déficit comercial como "uma emergência nacional", mas expressou otimismo: "Estamos em um momento difícil, mas de mudanças positivas".

O representante de Comércio americano reconheceu que o Legislativo americano restringe a atuação do governo em questões comerciais: "O Congresso limita muito a autoridade do presidente Trump", disse, reforçando que a autoridade do republicano "não é ilimitada". No entanto, defendeu a legalidade das medidas comerciais adotadas pelo líder dos EUA ao afirmar que "a imposição de tarifas recíprocas não é ilegal".

"Faremos o que a lei exige em termos de buscar a aprovação do Congresso para acordos tarifários com outros países", afirmou. Apesar das disputas comerciais, Greer reafirmou o poder de atração dos EUA: "Ainda somos o mercado consumidor dos sonhos de qualquer país."

Ele também pontuou a necessidade de que o acordo comercial EUA-México-Canadá (USMCA) esteja "dentro do conceito de 'America First' (América Primeiro) do presidente Trump".

Estadão
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