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Relator da CPI do INSS diz que vai apurar 'suporte político' que facilitou desvios de aposentadorias

Deputado Alfredo Gaspar, antes de assumir o posto, defendia convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula e dirigente de sindicato citado em investigações sobre os descontos em benefícios do INSS

20 ago 2025 - 16h36
(atualizado às 17h45)
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BRASÍLIA - O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse que pretende "seguir o dinheiro" e apurar quem deu "suporte político" aos descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. Ele, que se define como "de direita, com muito orgulho", afirmou que fará um trabalho "equilibrado".

Antes de ser escolhido relator, Gaspar tinha a intenção de convocar Frei Chico, irmão do presidente Lula, para depor à CPMI. O irmão mais velho do petista é um dos dirigentes do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou aumento do faturamento da entidade com as mensalidades e um possível conflito de interesse na atuação do presidente do sindicato, Milton Cavalo, que também preside uma cooperativa que oferece empréstimos consignados para aposentados. O Sindnapi, porém, ficou fora das medidas judiciais e administrativas adotadas pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Gaspar aposta em seu histórico investigativo em Alagoas para garantir o funcionamento ativo na CPMI. Ele foi do grupo de combate ao crime organizado em Alagoas, integrante do ministério público e secretário de Segurança Pública do Estado.

"Vou fazer o plano de trabalho equilibrado, buscando o principal: o dinheiro, para onde foi, e para o benefício de quem? É a maneira mais fácil de errar menos", disse Gaspar. "E saber qual o suporte político que permitiu que mais um escândalo dessa natureza ocorresse. Eu não sei a cor partidária que deu o suporte político. Eu só acho que não dava para fazer um desvio dessa magnitude sem o suporte político."

No primeiro semestre deste ano, Gaspar já causou dores de cabeça ao governo quando foi designado relator da representação feita pelo PL para travar a tramitação da ação penal julgada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Agora, como já tinha dito ao Estadão no caso Ramagem, o parlamentar de primeiro mandato afirmou que conduzirá o trabalho de forma criteriosa.

"Sou de direita e sou com muito orgulho. Sou um cara decente e vou transmitir isso para a relatoria. Eu não sendo atacado pessoalmente, com a suspeição antecipada, as pessoas verão que o trabalho será feito com base em indícios e provas", disse.

O alagoano disse que será equilibrado e construirá uma agenda "que englobe a vontade da maioria do colegiado".

A escolha de Gaspar como relator pegou o governo de surpresa. O movimento silencioso da oposição começou com a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da CPMI.

Viana, que é de oposição, teve 17 votos, contra 14 do também senador Omar Aziz (PSD-AM), alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aziz era o escolhido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) para comandar o colegiado.

Depois disso, Viana escolheu Gaspar para ser o relator. O deputado do União é um dos signatários do requerimento para dar urgência ao projeto de anistia aos presos do 8 de Janeiro. A escolha, aliás, divergiu da indicação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que havia anunciado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para a função.

Estadão
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