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Quem é Ricardo Magro, alvo de megaoperação e dono de grupo apontado como 'devedor contumaz'

Empresário, que já atuou como advogado do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, comanda empresa acusada de sonegar R$ 26 bilhões; defesa ainda não se manifestou

27 nov 2025 - 10h36
(atualizado às 12h17)
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Empresário e ex-advogado, Ricardo Andrade Magro é responsável pelo Grupo Refit (nome fantasia da Refinaria de Manguinhos), alvo de uma megaoperação realizada nesta quinta-feira, 27, pela Polícia Civil de São Paulo, Receita Federal e o Ministério Público. Procurada, a empresa ainda não se manifestou.

O grupo é considerado o maior devedor de ICMS do Estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União - acusado de sonegar R$ 26 bilhões. A policia usou uma marreta para arrombar a porta da empresa. Endereços ligados à família de Magro também foram alvos de busca e apreensão. O empresário não está no Brasil.

Ricardo Magro —
Ricardo Magro —
Foto: Reprodução/ Magro Advogados / Estadão

A Refinaria de Manguinhos entrou no radar das autoridades após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto deste ano. As autoridades investigam se o combustível da Refit abasteceria redes de postos de gasolina controladas pelo PCC. Em outubro, a Receita Federal apreendeu dois navios com carga que ia para Manguinhos.

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Ricardo Magro ganhou destaque no noticiário de negócios em 2008, quando comprou a Refinaria de Manguinhos. Em recuperação judicial, ela foi rebatizada de Refit, e já enfrentava processos de cobranças de impostos e investigação do Ministério Público. O empresário também atuou como advogado do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) - de quem é amigo.

Não é de hoje que o nome de Magro está relacionado a denúncias de evasão fiscal na gestão da refinaria. Ele também já esteve envolvido em supostas compras de decisões judiciais na Justiça paulista e apareceu na lista dos brasileiros que mantém offshores em paraísos fiscais. Em 2016, chegou a ser preso por suspeita de lesar o fundo de pensão Postalis. Também foi alvo de investigações da Polícia Federal.

Estadão
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