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Quem é Neil Redding, 'futurista do agora' e consultor em IA que estará no São Paulo Innovation Week

O especialista em inovação, que fará palestra no festival em maio, orienta empresas no uso de inteligência artificial para superar a capacidade humana e se tornarem mais eficientes

23 mar 2026 - 10h26
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Em vez de prever o futuro distante como o autor Júlio Verne fez no livro Da Terra À Lua, em que descreveu uma missão espacial em 1865, Neil Redding se dedica a fazer previsões do futuro próximo. Redding é um dos palestrantes internacionais confirmados no São Paulo Innovation Week, que será realizado de 13 a 15 de maio na capital paulista, ocupando a Mercado Livre Arena Pacaembu e a FAAP.

Assinantes do Estadão podem comprar ingressos com 35% de desconto: para adquirir o passaporte para os três dias de evento. Não assinantes podem acessar este link. O festival é uma parceria entre o Estadão e a Base Eventos.

Consultor e palestrante internacional presente nos maiores eventos globais de inovação, Redding atua há mais de 30 anos na fronteira entre o mundo digital e o físico, especializando-se em tecnologias nascentes como inteligência artificial, computação espacial, realidade virtual e aumentada.

O especialista é fundador e CEO da Redding Futures, consultoria boutique de inovação. Como "Near Futurist" ("Futurista do Agora", em tradução livre), Redding ajuda grandes empresas a antecipar tendências tecnológicas e a aplicar novas soluções em modelos de negócio práticos.

O futurista Neil Redding será palestrante no evento São Paulo Innovation Week, em maio
O futurista Neil Redding será palestrante no evento São Paulo Innovation Week, em maio
Foto: Divulgação/neilredding.com / Estadão

Em sua carreira pregressa, Redding liderou equipes de inovação, atuou em agências e consultorias globais como Mediacom, Gensler, Proximity/BBDO, ThoughtWorks e Lab49.

O futurista já fez apresentações sobre novas tecnologias em conferências como South By Southwest (SXSW), Augmented World Expo (AWE) e Dubai Future Forum.

Simbiose com IA

No Rio Innovation Week do ano passado, Redding falou sobre a importância da simbiose entre humanos e a inteligência artificial (IA) para que as empresas não apenas sobrevivam, mas prosperem diante da nova realidade tecnológica global.

A simbiose é um processo de associação íntima entre diferentes organismos. Redding cita como exemplo a relação entre a lula-bobtail, do Havaí, e uma bactéria bioluminescente. Nessa relação, a lula oferece um habitat para a bactéria, que, em troca, emite luz para ajudar a lula a evitar predadores. Ou seja, é uma relação onde ambas as espécies se beneficiam, assim como deve ser com humanos e a IA.

"A questão é que ter IA participando do seu trabalho estratégico não apenas ajuda você a executar melhor e com mais eficiência, mas também o torna um pensador e comunicador melhor. Talvez, a maneira mais fácil e divertida de entender e ter a IA participando na rotina das empresas seja simplesmente usar um chatbot em um contexto do seu dia a dia, no escritório", disse Redding no Rio Innovation Week.

Desse modo, Redding vê a IA como uma cocriadora para os profissionais humanos de diversas áreas da economia, e os líderes das grandes empresas que não perceberem isso podem ficar para trás.

Estadão
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