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Siemens diz que clientes estão adiando investimentos devido à guerra no Irã

23 mar 2026 - 10h55
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A gigante industrial alemã Siemens afirmou ‌nesta segunda-feira que a guerra no Irã levou os clientes a adiarem novos investimentos devido ao aumento dos preços das matérias-primas e da energia.

A guerra praticamente paralisou a navegação pelo Estreito de Ormuz, que movimenta cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito, além de ter danificado importantes instalações ⁠de energia no Golfo Pérsico. Os preços dos contratos futuros do petróleo Brent subiram ‌56% desde o início do conflito.

"O crescimento está sendo prejudicado pelo aumento dos preços. Veja... os clientes estão adiando seus investimentos. Por exemplo, clientes do ‌setor de petróleo e gás que estavam planejando construir ‌uma nova planta... então isso significa que os investimentos estão diminuindo", ⁠disse o presidente-executivo Roland Busch a repórteres nesta segunda-feira.

Busch fez as declarações à margem da Cúpula Tecnológica anual da Siemens em Pequim, onde a empresa anunciou a expansão de sua parceria em inteligência artificial industrial com a gigante chinesa de tecnologia Alibaba.

A Siemens fornecerá 26 novos serviços, abrangendo infraestrutura industrial, automação e aplicações ‌com inteligência artificial, para clientes da Alibaba Cloud.

No entanto, Busch observou que alguns parceiros ‌chineses têm se mostrado relutantes ⁠em compartilhar dados ⁠reais de fábricas, cruciais para o treinamento e o ajuste fino de seus modelos, devido a ⁠preocupações com questões de propriedade intelectual.

"A ‌maioria dos nossos modelos fundamentais, ‌até agora, foi treinada com dados disponíveis publicamente, e ainda não teve contato com dados industriais. Este é um grande passo para o ajuste dos modelos", disse.

"Queremos que os dados cruzem fronteiras, e o governo chinês, pelo ⁠menos no que diz respeito a dados industriais e de máquinas, permitiu essa possibilidade."

A China impôs leis rigorosas de transferência transfronteiriça de dados para fins de segurança nacional, mas algumas empresas europeias receberam isenções em casos específicos e limitados.

Busch afirmou que os desenvolvedores da Siemens preferem ‌usar modelos de IA de código aberto chineses em vez de seus concorrentes norte-americanos de código fechado, para determinadas tarefas relacionadas ao treinamento de modelos de ⁠IA industriais, devido ao menor custo em tokens e aos parâmetros personalizáveis.

Um token é a menor unidade de dados processada por modelos de IA.

De acordo com o ranking de uso de tokens do OpenRouter, uma interface pública unificada para modelos de IA, seis dos dez modelos de linguagem de grande porte mais utilizados no mundo são chineses.

Alguns centros de estudos ocidentais alertaram para os riscos de segurança da dependência de modelos chineses de código aberto, bem como para o seu viés político em relação às posições do governo chinês.

Os modelos de IA de código aberto chineses, liderados pelo Qwen e pelo DeepSeek, ganharam força significativa nos EUA, com algumas estimativas sugerindo que cerca de 80% das startups de IA norte-americanas agora os utilizam.

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