Províncias da China contrariam Pequim e visam expansão forte
| valor default economia |
| Siga o Terra no Twitter |
De Heilongjiang, no nordeste, a Yunnan, no sudoeste, as províncias da China estabeleceram metas ambiciosas de crescimento para este ano em diante, desafiando a meta do governo central de tornar a economia mais sustentável.
Autoridades locais obcecadas com crescimento costumam ter atritos com - e até desobedecem - as diretrizes de reforma de Pequim, mas a última onda de tensão vem em um momento particularmente sensível.
O governo central está tentando diminuir a dependência da economia em fábricas poluentes com alto consumo de energia, além de esfriar a disparada da construção de imóveis, que pode resultar em uma bolha.
Esse desejo por moderação deve ser expressado em uma meta de crescimento anual de 7% no plano oficial para 2011 a 2015. O número fica bem abaixo da expansão registrada ano passado, de cerca de 10%.
Mas os governos locais não estão mostrando restrições similares, ainda buscando um crescimento acelerado.
De acordo com propostas publicadas, as províncias de Anhui, Fujian, Chongqing, Guizhou, Heilongjiang, Guangxi e Yunnan gostariam de dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) local nos próximos cinco anos, o que geraria um crescimento anual de cerca de 15%.
A Mongólia Interior, que liderou todas as regiões chinesas com crescimento anual médio de 18,7% entre 2002 e 2009, disse que busca "manter o crescimento dos principais indicadores econômicos maior que a média nacional."
Em parte, uma expansão econômica maior em locais como Guizhou e Guangxi, duas das mais pobres províncias chinesas, condiz com o objetivo de Pequim de impulsionar o interior rural e permitir sua equiparação às áreas costeiras.
O problema é que algumas das mais ricas províncias ainda estão estabelecendo metas em números grandes. A província de Jiangsu, no leste da China, propôs uma média anual de 10% para os próximos cinco anos.