Privatização pode ser alternativa para a Sabesp, afirma Doria
Governador frisou, no entanto, que alternativa só será possível se o marco regulatório do setor, atualmente em discussão no Congresso, permitir
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sinalizou nesta terça-feira, 28, que pretende buscar a privatização da Sabesp. Segundo ele, o Estado vai aguardar a votação do marco regulatório na Câmara dos Deputados para decidir sobre o futuro da empresa, mas afirmou que "todos sabem" que o estado tem uma posição "privatizante".
E que a empresa poderá ser privatizada "se o marco regulatório assim o permitir". Ele ponderou ainda que a capitalização é uma alternativa "no cardápio", em caso de alterações no texto do marco.
"Capitalização é uma alternativa dentro do cardápio, face ao marco regulatório. O Congresso tem direito de fazer emendas, discutir e debater. Se houver alterações substanciais na proposta que está encaminhada bem formulada pelo relator, a opção seria pela capitalização", disse.
A capitalização foi a primeira alternativa do governo paulista para a Sabesp, com receitas para o Estado previstas em R$ 4 bilhões. No ano passado, no entanto, diante da discussão do marco regulatório, o governo decidiu esperar para decidir qual será a melhor decisão de investimento para a empresa.
Texto 'bem formulado'
Doria afirmou que o texto que está hoje no Congresso - e tem que passar ainda pelo crivo da Câmara - agrada ao estado e está bem formulado. Ele chegou a destacar que qualquer posição do governo sobre a empresa afeta os preços da ação da empresa em bolsa.
"Nós vamos aguardar a decisão do Congresso Nacional. É uma empresa cotada em bolsa, tudo aquilo que o acionista majoritário fala, reflete nas ações da companhia. Mas todos sabem qual é a nossa posição, é uma posição pró-mercado, pró-privado e não pró-público", disse.
Segundo ele, a ideia é que a Sabesp, como empresa bem administrada e que produz resultados, possa começar a prestar serviços para outros estados. Na semana passada, o Estadão/Broadcast informou que, segundo fontes, o governo paulista se prepara para acelerar a decisão sobre a empresa dentro do governo tão logo o marco seja aprovado. A expectativa é que, em um ano, a empresa esteja vendida, totalmente ou apenas uma fatia do capital.