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Presidente do Banco do Japão sinaliza possibilidade de aumento dos juros em setembro

2 set 2026 - 09h20
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Resumo
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, sinalizou um possível aumento dos juros em setembro para conter riscos inflacionários, em meio à pressão dos EUA contra a desvalorização do iene. Com o apoio de diretores a um aperto monetário mais ágil, as declarações impulsionaram o rendimento dos títulos da dívida de dois anos ao maior patamar desde 1995. A fala representa o último pronunciamento público de Ueda antes do período de silêncio para a reunião de política monetária.

O ‌Banco do Japão discutirá um aumento das taxas de juros, inclusive já na sua reunião de setembro, com foco na possibilidade de os riscos inflacionários estarem se intensificando, afirmou o presidente da instituição, Kazuo Ueda, nesta terça-feira, sinalizando uma forte possibilidade de ⁠um aumento neste mês.

As declarações vieram na esteira de um comunicado ‌do Departamento do Tesouro dos EUA, informando que o secretário Scott Bessent se reuniu com Ueda e pediu medidas monetárias "decisivas" para ‌combater a desvalorização do iene — reforçando ‌argumentos a favor de um aumento das taxas de juros ⁠no Japão neste mês.

Embora tenha evitado se comprometer antecipadamente com um aumento em setembro, Ueda disse que esperava discutir com o conselho, ainda este mês, se a probabilidade de o cenário econômico do Banco do Japão se concretizar estava aumentando e se os ‌riscos de alta nos preços estavam crescendo — ambos pré-requisitos para novos ‌aumentos nas taxas.

"Esperamos ⁠continuar aumentando as ⁠taxas de juros, já que as condições financeiras permanecem acomodativas. Por outro lado, ⁠já aumentamos as taxas cinco ‌vezes até agora, por ‌isso precisamos avaliar cuidadosamente o impacto cumulativo sobre a economia", disse Ueda.

"Dito isso, definiremos nossa política levando em conta os riscos de alta para a inflação", disse ele em uma ⁠coletiva de imprensa após participar da reunião dos líderes financeiros do G20 em Asheville, na Carolina do Norte.

Em um discurso separado no norte do Japão, Hajime Takata, membro da diretoria do Banco do Japão (BOJ) com postura ‌dura contra a inflação, afirmou que o BOJ deveria aumentar as taxas com agilidade em resposta às pressões inflacionárias, em vez ⁠de seguir um ritmo semestral fixo, para prevenir riscos de um excesso de inflação.

Os comentários "hawkish" (duros) ajudaram a elevar o rendimento dos títulos do governo japonês (JGB) de dois anos — que são os mais sensíveis à política monetária — para 1,830% nesta quarta-feira, o nível mais alto desde 1995.

Na coletiva de imprensa, Ueda confirmou o encontro com Bessent no domingo, mas não comentou o que foi discutido.

Essas declarações representam a última oportunidade de Ueda se pronunciar publicamente sobre a política monetária e as condições econômicas antes do período de silêncio que antecede a próxima reunião de política monetária, marcada para 17 e 18 de setembro.

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