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Premiê do Japão vai manter ministra das Finanças em reforma ministerial, dizem fontes

4 set 2026 - 08h53
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Resumo
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, manterá Satsuki Katayama como ministra das Finanças na próxima reforma ministerial. A decisão visa garantir estabilidade política e financeira em meio a negociações cambiais com os EUA e planos de corte de impostos. Katayama possui forte alinhamento com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, com quem articulou uma intervenção conjunta no iene. Sua permanência evita desestabilizar os mercados diante de pressões econômicas externas.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, vai manter Satsuki Katayama no cargo de ministra das Finanças em uma reforma ministerial que provavelmente ocorrerá ainda este mês, segundo quatro ⁠fontes do governo a par do assunto.

A manutenção ‌no cargo indica uma preferência pela continuidade na política financeira no momento em ‌que o governo conduz negociações ‌com os Estados Unidos sobre câmbio ⁠e se prepara para aprovar uma redução do imposto sobre o consumo de alimentos.

Katayama desempenhou um papel fundamental nas negociações com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, sobre ‌uma rara intervenção conjunta dos EUA e do ‌Japão no ⁠mercado do ⁠iene no final de julho, uma operação que destacou ⁠a estreita cooperação ‌entre os dois ‌países.

"Takaichi valoriza o papel de Katayama na ajuda à realização da intervenção coordenada e sua relação próxima com Bessent", disse uma ⁠das fontes do governo, que se recusaram a se identificar já que o assunto não é de domínio público.

"Retirar Katayama neste momento poderia ser ‌mal interpretado pelos mercados, em um momento em que Bessent intensificou a pressão sobre ⁠o Japão", disse a fonte.

No mês passado, Katayama afirmou que ela e Bessent mantiveram cerca de 10 discussões, incluindo reuniões online, destacando a proximidade entre ambos.

Economistas afirmaram que a substituição de Katayama poderia desestabilizar os mercados caso um sucessor fosse visto como menos preocupado com os riscos decorrentes de um iene mais fraco ou do aumento dos rendimentos dos títulos públicos.

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