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Plano de socorro cria linha de crédito de R$ 30 bi a empresas afetadas por tarifaço, diz Lula

Presidente assinará MP do plano de contingência nesta quarta-feira, 13, em cerimônia no Palácio do Planalto

12 ago 2025 - 18h32
(atualizado às 22h16)
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SÃO PAULO E BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que assinará nesta quarta-feira, 13, a medida provisória (MP) que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas brasileiras prejudicadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula ressaltou que o montante "é só o começo" do plano de contingência para mitigar os efeitos da taxação, que deverá ser ampliado conforme a necessidade.

"A gente vai ter crédito, compras governamentais e abertura de novos mercados. E vai ter (foco em) conteúdo nacional também, nas coisas que nós fabricamos aqui, porque nós vamos garantir a sobrevivência das empresas brasileiras - como eu acho que todos os outros países vão fazer um sacrifício enorme para as empresas deles", afirmou em entrevista à BandNews

O petista afirmou que é preciso ajudar os empresários a "abrir e brigar por mercados", ressaltando que eles não devem deixar "barato" a sobretaxa de Trump. Ele lembrou que há legislação nos EUA que permite às companhias processarem o governo local em situações desse tipo.

"Estamos pensando em ajudar, sobretudo, as pequenas empresas, o pessoal que exporta tilápia, frutas, mel, máquinas. As grandes têm mais poder de resistência", disse o petista. "Estamos estabelecendo um certo padrão de fazer uma briga na Organização Mundial do Comércio (OMC)."

O presidente acrescentou que o Brasil ainda estuda medidas de reciprocidade. "Estamos pensando no que a gente vai colocar como reciprocidade. Não queremos fazer bravata", disse.

'Essa taxação não ficará impune; povo americano e Trump vão sofrer as consequências', disse Lula
'Essa taxação não ficará impune; povo americano e Trump vão sofrer as consequências', disse Lula
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Nesta terça-feira, 12, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano contempla as demandas do setor produtivo após reuniões com vários representantes e deve ser o necessário para atender os afetados. Ele disse ainda que as medidas serão custeadas via crédito extraordinário - ou seja, ficarão fora do limite de gastos do arcabouço -, mas serão contabilizadas no cálculo da meta fiscal.

A alíquota de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a vigorar na última quarta-feira, 6. O líder americano aplicou uma tarifa adicional de 40% sobre o País, que se somou à já anunciada tarifa recíproca de 10%.

A Casa Branca publicou uma lista de 694 itens que escaparam da sobretaxa adicional de 40%, incluindo importantes produtos da pauta de exportação brasileira aos EUA, como os aviões da Embraer, petróleo e suco de laranja. Já produtos mercadorias como café, pescados, outras frutas e carne foram atingidos - e se mobilizam para conseguir ingressar na lista de exceções.

Lula se reúne com Alcolumbre e Motta para discutir plano de contingência e relação com Câmara

Lula se encontrou com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta terça, 12, no rescaldo da ocupação das Mesas do Congresso da semana passada. Governistas no Congresso e interlocutores palacianos apontam que o tarifaço e as medidas relacionadas ao tema sejam o ponto central das conversas entre Lula, Alcolumbre e Motta. Também devem ter sido abordadas as relações entre Planalto e Legislativo.

Lula almoçou com Alcolumbre. Já o presidente da Câmara se dirigiu ao Alvorada pouco antes das 20h. Os encontros ocorrem na véspera do anúncio da MP que busca proteger empresas brasileiras do tarifaço. Os presidentes da Câmara e do Senado foram convidados para o evento.

A expectativa sobre as discussões incluírem a relação do Executivo com o Congresso ocorrem enquanto o governo acompanha a retomada turbulenta dos trabalhos do Legislativo sem indicações públicas sobre a tramitação das pautas de interesse para o Planalto.

Deputados e interlocutores destacam ainda que se trata do primeiro encontro entre o chefe do Executivo e a cúpula do Congresso após o impasse sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - que levou recuos parciais do decreto do governo./Colaborou Pepita Ortega

Estadão
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