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Petróleo fecha em leve alta após quedas recentes

22 abr 2021
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta nesta quinta-feira, após quedas recentes, observando sinalizações sobre a demanda. O avanço da covid-19, especialmente na Índia, terceiro maior consumidor mundial, segue levando cautela ao mercado, assim como outros focos, como o Japão. Nos Estados Unidos, a Cúpula do Clima organizada pelo presidente Joe Biden foi alvo de atenção, com líderes globais se comprometendo em temáticas relevantes para o mercado de petróleo.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para junho fechou em alta de 0,13% (US$ 0,08), a US$ 61,43 o barril, enquanto na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o mesmo mês avançou 0,12% (US$ 0,08), a US$ 65,40 o barril.

O petróleo operou em baixa durante parte da sessão, pressionado também por um dólar fortalecido ante rivais. No entanto, ao final do pregão, a commodity foi impulsionada e recuperou parte das perdas sofridas nas últimas sessões.

O aumento no número de novos casos de covid-19 na Índia, onde pela primeira vez mais de 300 mil pessoas contraíram o coronavírus em 24 horas, "está gerando dúvidas sobre como a demanda se desenvolverá", aponta o Commerzbank. "O número de casos também está aumentando drasticamente no Japão, levando o governo a considerar a declaração do estado de emergência na Grande Tóquio", indica o banco alemão.

Já na Cúpula do Clima, os líderes de EUA, Brasil e Alemanha, entre outros, apresentaram seus planos de neutralizar a emissão de carbono até 2050.

No caso de Biden, o democrata afirmou ainda que o país quer cortar a emissão de carbono pela metade até o fim desta década. Já o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, informou o objetivo do país de parar de exportar petróleo bruto, utilizando as reservas do óleo apenas para demanda interna, mas não estabeleceu prazo.

No noticiário, ativos dos EUA no exterior podem ficar em risco se o país aprovar um projeto de lei que tramita no Congresso que pode implicar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na legislação antitruste americana, disse o secretário-geral do grupo, Mohammad Barkindo, em carta aos membros nesta quinta. "É fundamental que os países membros reforcem a diplomacia e contatos bilaterais com funcionários do governo nos EUA e explicar as desvantagens para os EUA caso o projeto vire lei", disse.

Estadão
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