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Petróleo fecha com alta de 1%, enquanto ataques entre EUA e Irã ameaçam abastecimento

2 set 2026 - 18h18
(atualizado em 3/9/2026 às 17h23)
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Resumo
Impulsionados pela escalada militar entre EUA e Irã, que restringe a oferta global, os preços do petróleo fecharam em alta: o Brent subiu 1%, a US$ 95,63, e o WTI avançou 0,9%, a US$ 91,01. O conflito, no sétimo mês, teve a maior troca de tiros desde julho, gerando volatilidade e temores sobre os fluxos físicos no Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo mundial bloqueada pelos iranianos. O mercado tenta conter a alta com fontes alternativas e reservas estratégicas, que já se esgotam.

Os preços ‌do petróleo Brent fecharam com alta de 1% em um pregão volátil nesta quarta-feira, impulsionados pela retomada dos ataques militares entre os Estados Unidos e o Irã, que restringiram a oferta mundial de petróleo.

A guerra entre os EUA ⁠e o Irã já está em seu sétimo mês, ‌com os últimos ataques representando a maior troca de tiros entre Teerã e Washington desde julho. As forças ‌americanas atacaram a costa sul do ‌Irã, e o Irã disparou contra bases americanas ⁠em toda a região.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 1%, a US$95,63 o barril. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram 0,9%, fechando a US$91,01.

O Brent e o WTI oscilaram entre ‌ganhos de até US$2 por barril e perdas de US$1 ‌por barril ao ⁠longo do ⁠pregão. As máximas do pregão para ambas as referências foram as ⁠mais altas desde 24 ‌de julho.

"Os últimos ataques ‌marcam uma escalada significativa após cerca de um mês de relativa calma, com os EUA tendo como alvo os sistemas de radar e as capacidades de ⁠colocação de minas do Irã, e o Irã retaliando contra posições americanas em toda a região", escreveu Mark Schaefer, diretor da corretora Liquidity Energy, em uma nota.

"A principal preocupação para o ‌mercado de petróleo é se a retomada dos combates levará a uma nova deterioração nos fluxos físicos pela região", ⁠disse Schaefer.

A guerra começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel a alvos iranianos no final de fevereiro. Desde então, o Irã interrompeu efetivamente o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via navegável crítica que transportava cerca de um quinto do petróleo e do GNL consumidos globalmente antes do conflito.

Países em todo o mundo vêm tentando limitar os aumentos de preços buscando outras fontes de abastecimento e recorrendo às suas reservas, que também estão se esgotando.

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