Petrobras aumenta diesel em R$ 1, mas subsídio do governo neutraliza alta
O benefício valerá por 30 dias e manterá inalterados os preços de venda da companhia para as distribuidoras, segundo a empresa
A Petrobras anunciou um reajuste de R$ 1,00 por litro no diesel A para as distribuidoras, mas o impacto foi neutralizado por um subsídio econômico do governo de mesmo valor, mantendo o preço final inalterado por 30 dias. Regulamentada por portaria do Ministério da Fazenda, a subvenção tem adesão facultativa e visa preservar a flexibilidade comercial da estatal, evitando o repasse imediato da volatilidade internacional e do câmbio aos preços internos.
Rio - A Petrobras informou que vai ajustar, a partir desta quinta-feira, 17, em R$ 1,00 por litro os preços de venda de óleo diesel A às distribuidoras. O aumento, no entanto, será acompanhado de um desconto no mesmo valor, no âmbito da subvenção econômica criada pelo governo para o diesel A de uso rodoviário. Desta forma, o valor permanece inalterado.
A medida da estatal foi anunciada após a publicação da Portaria MF nº 2.813, na quarta-feira, 16, que estabeleceu subvenção de R$ 1,00 por litro pelo prazo de 30 dias, com vigência imediata, nos termos da MP nº 1.391/2026. Com o mecanismo, somada às medidas previstas na MP nº 1.363, de 30 de maio, os preços de venda da Petrobras às distribuidoras permanecerão inalterados.
A adesão ao programa é facultativa. Segundo a Petrobras, a medida é compatível com os interesses da companhia e preserva sua flexibilidade na implementação da estratégia comercial.
A adesão referente ao primeiro período de apuração poderá ser formalizada até o último dia do período correspondente. A assinatura do termo pela Petrobras ainda depende da publicação dos atos complementares necessários à operacionalização da subvenção e da conclusão dos trâmites internos de governança da companhia.
A Petrobras afirma que mantém sua estratégia comercial orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
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