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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm queda inesperada

17 set 2026 - 09h49
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Resumo
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 196 mil, superando as expectativas do mercado, embora o dado possa estar distorcido pelo feriado do Dia do Trabalho. O cenário de estabilidade, sustentado por baixas demissões apesar da lentidão nas contratações, respaldou a decisão do Federal Reserve de elevar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, em meio a tensões geopolíticas que pressionam a inflação com a alta do petróleo.

O número de ‌norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, mas essa queda provavelmente superestima a saúde do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 10.000, para 196.000 em ⁠dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em ‌12 de setembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters ‌previam 208.000 pedidos para a ‌última semana. A queda inesperada provavelmente ⁠refletiu a volatilidade em torno do feriado do Dia do Trabalho na semana passada. É difícil ajustar os pedidos para compensar as flutuações sazonais em torno de feriados móveis.

A ‌tendência subjacente permaneceu consistente com um mercado de ‌trabalho que ⁠recuperou o ⁠equilíbrio após passar por instabilidades durante grande parte do ⁠verão.

O Federal Reserve ‌elevou na quarta-feira ‌a taxa de juros pela primeira vez desde julho de 2023 e sinalizou novos aumentos nos custos dos empréstimos nos próximos ⁠meses. O chair do Fed, Kevin Warsh, destacou o mercado de trabalho como "um sinal básico de força", acrescentando que as autoridades acreditavam "que a taxa ‌de desemprego está, basicamente, em linha com o pleno emprego".

A taxa de juros de ⁠referência do Fed foi elevada em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

A estabilidade do mercado de trabalho se deve principalmente ao baixo número de demissões. Economistas afirmam que as empresas continuam hesitantes em aumentar as contratações diante de fatores adversos, incluindo a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que está elevando os preços do petróleo e alimentando a inflação.

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