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Dólar cai após Flávio ampliar ligeiramente vantagem numérica sobre Lula em nova pesquisa

17 set 2026 - 10h01
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Resumo
O dólar opera em baixa nesta quinta-feira, negociado a R$ 5,13, impulsionado pelo "trade eleitoral" após pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrar Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, com 47,2% contra 46,8%, mantendo o empate técnico. O mercado financeiro favorece o senador por desconfiar da política fiscal do petista. O recuo da moeda norte-americana ocorre a despeito do corte da taxa Selic para 13,75% e da alta de juros pelo Fed nos EUA, movimentos que já estavam precificados pelos agentes.

O dólar iniciou ‌a quinta-feira em baixa no Brasil, após nova pesquisa eleitoral mostrar leve ampliação da vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto, ainda que siga o empate técnico.

O mercado reage ainda à decisão da véspera do Banco Central, que cortou juros no início ⁠da noite, e ao exterior, onde o petróleo voltou a ceder.

Às 9h47, o ‌dólar à vista cedia 0,33%, a R$5,1347 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha baixa de ‌0,31%, aos R$5,1505.

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio ‌com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de ⁠Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%.

Nas últimas semanas, o fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado "trade eleitoral", que se traduz na alta ‌do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).

Isso porque ‌Lula ainda é visto ⁠com desconfiança por boa ⁠parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas ⁠públicas e, consequentemente, da inflação.

Na noite ‌de quarta-feira, o Banco Central ‌cortou em 25 pontos-base a taxa básica Selic, para 13,75% ao ano, deixando em aberto o próximo passo na política monetária. A decisão foi anunciada à noite, com os mercados fechados e já após o Federal Reserve ⁠ter elevado em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

O estreitamento do diferencial de juros -- com o BC cortando a Selic no Brasil e o Fed elevando a taxa nos EUA -- é um fator altista para o dólar, mas profissionais ‌ouvidos pela Reuters nas últimas semanas têm destacado a importância do "trade eleitoral" para a baixa das cotações. O estreitamento também já estava precificado pelos mercados, ⁠com ambas as decisões de juros tendo vindo em linha com o esperado.

Ainda nesta quinta-feira o Datafolha divulga sua nova pesquisa eleitoral.

No exterior, o petróleo Brent voltou a ceder nesta manhã, mas ainda permanece em níveis elevados, na faixa dos US$101 o barril. O dólar também cedia ante algumas divisas pares do real, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

Às 9h43, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,14%, a 100,120.

Às 11h30, o Banco Central realiza seu leilão regular de rolagem, com oferta de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para 1º de outubro.

O dólar à vista encerrou a sessão de quarta-feira com baixa de 0,05%, aos R$5,1519.

(Edição de Isabel Versiani)

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