Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem
Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 197 mil na semana encerrada em 19 de setembro, superando as expectativas e aproximando-se dos menores níveis em 57 anos. O resultado reflete a baixa taxa de demissões e a consolidação do mercado de trabalho. Contudo, as contratações continuam lentas devido a custos de energia gerados por tensões geopolíticas, novas tarifas de importação e escassez de mão de obra provocada por restrições migratórias e aposentadorias em massa.
O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, indicando uma consolidação do mercado de trabalho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000, para 197.000 em dado com ajuste sazonal, na semana encerrada em 19 de setembro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 201.000 pedidos para a última semana.
Os pedidos estão próximos dos níveis mais baixos em 57 anos, em parte devido às dificuldades de ajustar sazonalmente os dados em torno de feriados móveis, como o Dia do Trabalho. Economistas também observaram o que chamam de sazonalidade residual, que tende a reduzir os pedidos à medida que o ano chega ao fim.
Ainda assim, a tendência subjacente nos pedidos de auxílio-desemprego permanece alinhada com um mercado de trabalho que recuperou o equilíbrio após enfrentar dificuldades durante grande parte do verão, sustentado por um baixo número de demissões.
As empresas, no entanto, continuam hesitantes em intensificar as contratações em meio ao que os economistas descrevem como obstáculos decorrentes do aumento dos preços da energia devido à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, bem como das tarifas sobre as importações. A escassez de mão de obra, causada pelo endurecimento das políticas de imigração e pelas aposentadorias que reduzem a oferta de mão de obra, também está dificultando as contratações.
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