Paramount chega a acordo com Estados dos EUA em passo para conclusão de fusão com Warner Bros, diz fonte
A Paramount Skydance fechou acordo com 12 Estados dos EUA, superando um grande entrave para a fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros Discovery. O acerto prevê a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS, além de multa de US$ 30 milhões por filme caso a meta anual de 30 lançamentos no cinema seja descumprida. A resolução encerra a ação que alegava riscos à concorrência e livra a Paramount de multas diárias por atraso, avançando na criação de uma gigante da mídia global.
A Paramount Skydance chegou a um acordo com a Califórnia e outros 11 Estados norte-americanos que entraram com uma ação para impedir sua aquisição da Warner Bros Discovery no valor de US$110 bilhões, informou nesta segunda-feira uma fonte a par do assunto, eliminando um dos últimos obstáculos para um negócio que redefiniria Hollywood.
O acordo inclui a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS, disse a fonte, uma medida que visa salvaguardar a independência de suas operações jornalísticas sob a empresa resultante da fusão.
Também inclui uma multa de US$30 milhões por filme em caso de descumprimento da promessa da Paramount de lançar 30 filmes por ano, disse a fonte.
A Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters por comentários sobre o acordo.
O acordo removeria um grande obstáculo para a conclusão de uma das maiores fusões da mídia da história, permitindo que a Paramount avance com uma união que reunirá dois dos maiores estúdios cinematográficos de Hollywood, dois importantes serviços de streaming e duas das maiores operações de notícias a cabo sob um único proprietário.
A Reuters noticiou pela primeira vez na sexta-feira que a Paramount e os Estados poderiam chegar a um acordo já no fim de semana, com monitoramento independente do conteúdo da CNN e um compromisso quanto ao número de lançamentos nos cinemas entre os termos em discussão.
O Wall Street Journal informou no domingo que as duas partes haviam discutido uma série de concessões, incluindo um investimento de US$1,5 bilhão em produção no Estado, um compromisso de não vender nenhum dos estúdios e possíveis penalidades caso a Paramount não cumpra a promessa de produzir 30 filmes por ano após a fusão.
Outras medidas em consideração incluem a venda de alguns canais a cabo e a criação de um conselho para ajudar a garantir que a CNN mantenha sua independência editorial, segundo informou o WSJ.
Embora os reguladores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenham aprovado o acordo, uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada por Rob Bonta, da Califórnia, entrou com uma ação judicial em julho para bloquear a fusão, argumentando que ela reduziria a concorrência e criaria um gigante da mídia com poder para aumentar os preços no cinema e na televisão.
Um acordo ajudará a Paramount a evitar o pagamento de uma multa diária de US$7 milhões que deve aos acionistas da Warner Bros por cada dia que o negócio não for fechado após 30 de setembro.
Órgãos reguladores de defesa da concorrência em outras jurisdições ao redor do mundo, incluindo a União Europeia e o Reino Unido, já aprovaram a aquisição.
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