Procura por viagens ao Vaticano aumenta 25% após conclave
A recente eleição de Jorge Mario Bergoglio como Papa Francisco não movimentou apenas católicos curiosos pelo novo pontífice. O turismo e o comércio no local tiveram suas vendas alavancadas. No Brasil, a procura por pacotes de viagens que incluem a Cidade do Vaticano aumentaram em 25%, de acordo com agências especializadas. Além disso, o fato do novo Papa ser latino-americano deve influenciar o fomento do turismo de brasileiros na Itália.
Segundo Bárbara Picolo, gerente de produtos de Europa, África, EUA e Canadá da Flytour Viagens, os roteiros para Roma, que incluem os museus do Vaticano e a Capela Sistina são os mais procurados pelos turistas brasileiros e já foram retomados após o anúncio do novo Papa. “Também temos a benção papal, onde os turistas podem entrar em uma sala privada com o Santo Padre para uma benção de alguns minutos”, afirma. As audiências com o Papa custam 30 euros e ocorrem todas as quartas, na parte da manhã.
Além do aumento de 25% na procura por pacotes que incluem visita ao Vaticano após o anúncio do novo líder da Igreja Católica, o número de grupos de peregrinação à Itália teve um crescimento de 15% a 20%. “Há uma grande procura turística, nós temos também os grupos de peregrinação. Na Itália, há grandes cidades para peregrinação e os roteiros começam ou terminam em Roma”, explica Picolo.
De acordo com a gerente de produtos da Flytour Viagens, a visita ao Vaticano pode ser feita em um dia e estes passeios estão incluídos nos pacotes para Roma. “Em 90% dos city tours vendidos para Roma são solicitados visitas ao Vaticano, para conhecer os museus. Já a benção papal são só os católicos mais fervorosos”, comenta. A visita aos museus do Vaticano custa em média 60 euros, com guia especializado, e dura quatro horas. Quem preferir fazer um tour de um dia inteiro em Roma, passeando pela Roma Imperial, além dos museus do Vaticano, o valor chega a 140 euros. Também há a opção de pacotes com hospedagem, traslados e ingressos inclusos, que saem, no mínimo, 392 euros por pessoa, para estadia de três noites.
Euro é a moeda
Por meio de um acordo com a Itália, representando a União Europeia, a unidade monetária do Vaticano é o euro. O Estado tem a sua própria concepção de moedas e notas, que têm aceitação na Itália e em outros países da Zona do Euro. O Vaticano não tem uma casa de emissão própria, de forma que tenha acordado com a Itália para efetuar a cunhagem, que não pode ser superior a 1 milhão de euros anuais. Para a viagem, Picolo recomenda que o turista leve euros e cartão de crédito ou pré-pago, aceitos em todos os lugares da Itália, inclusive nas lojas de produtos oficiais e souvenires do Vaticano.
Para quem tem vontade de conhecer o novo Papa, é necessário ter um passaporte válido e assistência de viagem internacional. Não é exigido visto para brasileiros na Europa. A dica de Bárbara Picolo é planejar a viagem com antecedência para garantir as melhores tarifas no aéreo. “Só temos duas companhias que voam direto do Brasil para a Itália. Por isto, as boas tarifas esgotam rápido. É preciso se planejar com pelo menos dois meses de antecedência. A melhor época para visitar a Cidade do Vaticano vai de março ao começo de novembro. Os meses de julho, setembro, outubro e maio são a alta temporada da Itália.