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Open Banking agora é Open Finance e traz mais integração

Quarta fase do Open Banking começou nesta semana e prevê a integração de serviços como previdência, seguros, câmbio e investimentos.

17 dez 2021 08h33
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Fique atento: o conceito de Open Banking está mudando
Fique atento: o conceito de Open Banking está mudando
Foto: Nattanan Kanchanaprat / Pixabay

A quarta fase do Open Banking começo no último dia 15 e prevê a integração de serviços como previdência, seguros, câmbio e investimentos. A inclusão desses produtos faz parte de um conceito mais amplo conhecido como Open Finance, o sistema financeiro aberto. "Com a fase 4, o Open Banking inicia o compartilhamento de um conjunto de informação além de produtos e serviços bancários tradicionais, o que marca o início de sua migração para Open Finance", afirmou o Banco Central em nota no último dia 10 de dezembro. 

Na prática, o que muda com o Open Finance é que os consumidores poderão compartilhar mais informações e dados financeiros, como de seguros e de investimentos. 

Paralelamente, também começou a implementação do Open Insurance (Sistema de Seguros Aberto), que, assim como o Open Banking, será implementado por fases. A primeira delas contempla o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimento. 

Na segunda fase, prevista para começar em 1º de setembro de 2022, os clientes poderão compartilhar seus dados pessoais. Já a terceira fase, que prevê a execução de serviços por meio do ecossistema, terá início em 1º de dezembro de 2022.

De acordo com o Banco Central, a quarta fase amplia os produtos e serviços oferecidos aos clientes por meio do compartilhamento de dados sobre operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência privada. Os consumidores, no entanto, ainda não vão sentir os efeitos desta etapa, que se destina para as instituições participantes que têm prazos para aderir às certificações de operação e segurança. 

A Instrução Normativa n° 205, publicada no último dia 10 pelo BC, indica como serão os ciclos da fase 4. “A data de início da fase fica mantida para o dia 15 de dezembro de 2021, quando as instituições participantes devem iniciar processo de certificação funcional das APIs dos produtos que serão compartilhados, com objetivo de garantir a qualidade e aderência às especificações”, diz o BC em nota.

Uma vez obtidas as certificações, o registro no ambiente do Diretório de Participantes das APIs relativas a produtos e serviços deve ocorrer até as datas limites listadas a seguir:

  • • seguros, previdência complementar aberta e capitalização: até 4 de março de 2022;
  • • serviços de credenciamento em arranjos de pagamento: até 11 de março de 2022;
  • • operações de câmbio: até 18 de março de 2022; e
  • • contas de depósito a prazo e outros produtos com natureza de investimento: até 25 de março de 2022

Para participar do Open Banking, as instituições precisam disponibilizar interfaces chamadas APIs (Application Programming Interfaces), em tradução livre, Interfaces de Programação de Aplicativos. São recursos utilizados mundialmente para a comunicação entre softwares na internet, não sendo algo exclusivo à implementação do Open Banking. Eles atuam como ponte entre sites e aplicativos, por exemplo.

Para entender: quando o usuário acessa um site e é possível realizar o cadastro por uma rede social, isso acontece porque as APIs conversam entre si e compartilham informações, como nome, documento, data de nascimento etc.

Como o Open Banking envolve sistemas diferentes de diversas instituições, a padronização  das APIs facilita a integração entre esses sistemas para a requisição e o acesso de forma rápida, segura, precisa e simples aos dados consentidos pelo consumidor. Devido ao uso dessa tecnologia, não há base centralizada de dados no Open Banking.

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