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Onze Estados dos EUA pedem que Departamento de Justiça investigue minuciosamente oferta da Netflix pela Warner Bros

25 fev 2026 - 15h17
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Procuradores-gerais republicanos de 11 Estados dos ‌EUA pediram ao Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) para realizar uma análise minuciosa da oferta da Netflix para adquirir ativos de estúdio e streaming da Warner Bros., alegando que o negócio ameaça o domínio dos EUA ⁠no setor cinematográfico, de acordo com uma carta vista ‌pela Reuters.

A pressão está aumentando sobre a Netflix para que ela encontre uma maneira de superar os ‌obstáculos regulatórios e faça uma ‌oferta melhor, depois que a Warner Bros Discovery ⁠abriu a porta para considerar a oferta elevada da Paramount Skydance de US$31 por ação.

Nebraska e Montana lideraram o grupo de Estados que instou o DOJ a examinar como o acordo afetaria os clientes dos serviços ‌de streaming, bem como o mercado de lançamentos de ‌filmes nos cinemas.

O ⁠acordo "provavelmente resultará em ⁠uma concentração indevida do mercado que sufocará a concorrência e, ⁠portanto, criará preços mais ‌altos, menor confiabilidade e ‌menos inovação para uma das principais indústrias dos Estados Unidos — tudo em detrimento dos consumidores americanos", escreveram eles.

A Netflix assumir o controle da vasta biblioteca ⁠de conteúdo da Warner Bros. e absorver o serviço de streaming rival HBO Max poderia diminuir a concorrência entre as plataformas de vídeo por assinatura, disseram eles. Eles também citaram ‌a oposição de grupos da indústria cinematográfica preocupados com o fato de que o acordo com a Netflix ⁠diminuiria o número de lançamentos nos cinemas.

Os procuradores-gerais dos Estados do Alabama, Alasca, Iowa, Dakota do Norte, Kansas, Carolina do Sul, Tennessee, Virgínia Ocidental e Utah aderiram à carta.

O procurador-geral da Califórnia disse anteriormente que o Estado está analisando atentamente tanto o acordo com a Netflix quanto a oferta concorrente da Paramount.

Um porta-voz da Netflix não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A empresa afirmou que o acordo beneficiaria consumidores e trabalhadores e que continuaria a lançar filmes nos cinemas.

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