O que esperar do conteúdo sobre IA no São Paulo Innovation Week? Veja programação e palestrantes
O evento em maio terá trilhas de programação dedicadas a esse tema, com debatedores como Guilherme Horn, head do WhatsApp no Brasil, e o futurista Neil Redding; veja como comprar ingressos
O São Paulo Innovation Week (SPIW) terá uma agenda de conteúdo com mais de 2 mil palestrantes e 30 palcos simultâneos nos seus três dias de evento, ocupando a Mercado Livre Arena Pacaembu e a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) em maio. As discussões sobre inteligência artificial (IA), assunto do momento no mercado global, estão entre as mais aguardadas. Serão mais de dez painéis dedicados ao tema.
O festival é uma realização do Estadão, em parceria com a Base Eventos. Assinantes podem comprar ingressos com 35% de desconto: para adquirir o passaporte para os três dias de evento. Não-assinantes podem acessar este link.
Com a curadoria do investidor de startups no Vale do Silício Manoel Lemos, as palestras e debates da trilha chamada AI in Action, nos três dias do festival (13, 14 e 15 de maio), serão sobre temas como o futuro da inteligência artificial, regulação, aplicações práticas da tecnologia, autonomia de agentes de IA e IA na saúde.
Guilherme Horn, head do WhatsApp para o Brasil, Índia e Indonésia na Meta, é um dos palestrantes confirmados. Horn falará sobre o futuro da inteligência artificial no painel chamado "O que esperar da IA nos próximos anos". O WhatsApp tem a Meta AI integrada ao seu aplicativo desde 2023, permitindo gratuitamente interações de geração de texto, buscas e criação de imagens.
Na trilha de AI in Action, estão confirmados ainda palestrantes como Rafael Siqueira, sócio da McKinsey; Ronaldo Lemos, fundador do ITS-Rio; Flavia Nascimento, diretora executiva do Cesar (centro de inovação do Recife); Thiago Júlio, gerente médico de inovação do Hospital Israelita Albert Einstein; Guilherme Berardo, CEO da Sami Saúde; Anderson Soares, professor e pesquisador de IA na Universidade Federal de Goiás.
"Estamos no momento de uma grande revolução tecnológica e a inteligência artificial está no centro de tudo. Por conta da IA, temos que repensar muita coisa na área de infraestrutura, capacidade computacional e energia. Os dados são um elemento fundamental para a IA, e essa tecnologia acaba sendo uma catalisadora de todas as outras áreas, desde a IA no mundo físico com a robótica, à cibersegurança. A programação do SPIW dará uma pincelada em todos esses aspectos", diz Manoel Lemos, que é membro do conselho de administração da S.A. O Estado de S. Paulo.
"Também vamos falar de futuro, o que vem pela frente, onde os investidores estão investindo, o que os empreendedores estão construindo — tudo isso sem deixar de falar dos impactos disso para as vida das pessoas, da parte regulatória e da propriedade intelectual", afirma Lemos.
Ética em IA
A trilha de IA Ethics, no dia 15 de maio, tem como curador Byron Mendes, CEO da Metaverse Agency. O americano Neil Redding, "futurista do agora", é um dos destaques. Consultor e palestrante internacional presente nos maiores eventos globais de inovação, Redding atua há mais de 30 anos na fronteira entre o mundo digital e o físico, especializando-se em tecnologias nascentes como inteligência artificial, computação espacial, realidade virtual e aumentada. Redding também fará outra palestra solo no evento.
Também participam das discussões Ronan Damasco, diretor nacional de tecnologia da Microsoft; Fabiane Nardon, diretora de inteligência de dados da Totvs; Márcio Aguiar, diretor da divisão de empresas da Nvidia na América Latina, e Marcelo Pontieri, diretor de marketing da Nvidia na América Latina.
Mendes, da Metaverse Agency, diz que os painéis de IA Ethics vão tirar o tema do discurso genérico e trazer para aplicações reais.
"Hoje, a inteligência artificial já influencia desde políticas públicas até produtos que usamos diariamente, e a questão central deixou de ser 'se' vamos usar IA, e passou a ser 'como' fazemos isso com responsabilidade", afirmou. "Para o público do São Paulo Innovation Week, esse debate é fundamental porque conecta inovação com governança, transparência e confiança. Não se trata apenas de tecnologia, mas de critérios para tomar decisões melhores em um cenário cada vez mais acelerado e complexo."