O que Bolsonaro e Lula falaram sobre economia no JN
Veja os principais pontos das respostas dos candidatos sobre o tema no Jornal Nacional
Nesta semana, os candidatos à presidência que estão à frente nas pesquisas de intenção de voto estão sendo entrevistados pelo Jornal Nacional. Jair Bolsonaro foi entrevistado na segunda-feira e ontem foi a vez de Luiz Inácio Lula da Silva responder às perguntas feitas por William Bonner e Renata Vasconcellos.
Em quarenta minutos, ambos falaram de temas diversos, sendo que o tempo de respostas sobre economia foi pequeno em ambos os casos, mas bem maior na entrevista de Lula: a resposta de Bolsonaro sobre economia teve por volta de quatro minutos, enquanto o candidato Lula falou por aproximadamente oito minutos sobre o tema.
Além disso, eles responderam sobre o meio ambiente, pauta que impacta a economia e a visão do país no exterior. Veja abaixo os principais pontos que os candidatos abordaram sobre economia e também sobre o meio ambiente e agronegócio.
O que Bolsonaro falou sobre economia e meio ambiente
Em entrevista para o candidato Bolsonaro, Bonner questionou o que o agora pode fazer para que no próximo governo sejam atingidas as promessas feitas em 2018 para a economia.
Bolsonaro disse que o que frustrou o cumprimento das promessas foram a seca do ano passado e o conflito entre Ucrânia e Rússia.
Ele comentou que “os números da economia estão fantásticos, levando-se em conta o resto do mundo”. Respondendo o que pretende fazer, ele comenta que irá continuar com as reformas como as que vêm sendo implantadas desde 2019, e mencionou que o auxílio emergencial também ajudou a mitigar os efeitos da crise no país.
O candidato também falou sobre o meio ambiente. Renata Vasconcelos lembrou a frase do então Ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, sobre “passar a boiada” e questionou quais serão as medidas de um possível segundo governo para o tema.
Bolsonaro disse que parte dos incêndios na mata são criminosos, mas parte é natural, e defendeu que há abuso por parte do Ibama, órgão fiscalizador que atua na defesa da floresta.
O candidato também afirmou que o Brasil poderá ser um exportador de hidrogênio verde para a Europa.
Confira aqui a checagem de fatos da entrevista de Bolsonaro.
O que disse Lula sobre economia e meio ambiente
Na primeira pergunta sobre economia, Bonner perguntou como o candidato Lula pretende equilibrar as contas públicas.
Lula lembrou que em 2002 os economistas comentavam que o Brasil estava quebrado, e mencionou os seguintes dados: “Quando eu tomei posse, em 2003, o Brasil tinha 10,5% de inflação, o Brasil tinha 12% de desemprego, o Brasil devia US$ 30 bilhões ao FMI, nós tínhamos uma dívida pública de 60.4%, O que que nós fizemos? Primeiro, nós reduzimos a inflação para meta, sabe? Que era 4,5 mais dois menos dois durante todo o meu período de governo, Segundo, nós reduzimos a dívida pública de 60,4% para 39%”.
Depois, Bonner questionou as medidas da ex-presidente Dilma Rousseff na economia. Lula começou elogiando as medidas do início do governo, mas depois admitiu que a mandatária errou nas medidas de isenção fiscal.
Lula declarou que acredita que poderá melhorar as condições de vida das pessoas e fará diferente da ex-presidente. Em alguns momentos da conversa, o candidato ressaltou a junção da sua experiência e a do ex-governador Geraldo Alckmin, o que dará credibilidade perante o mercado.
Outro ponto abordado na entrevista foi sobre o agronegócio. Renata Vasconcelos lembrou que a política agrícola do governo do petista contribuiu para o crescimento do setor, e apesar disso, atualmente, parte do agro não o apoia, e questionou se isso se deve à relação do partido dos trabalhadores com o MST.
Lula respondeu que atribui isso à luta contra o desmatamento. Lula afirmou que o setor tem empresários sérios que têm negócios com o exterior e que querem sim preservar o meio ambiente, e outra parte que quer desmatar a Amazônia.
Confira aqui a checagem de fatos da entrevista do candidato Lula.