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Novos ataques no Oriente Médio elevam aversão ao risco e impulsiona petróleo

Após dois meses de cessar-fogo, Israel e Irã voltaram a se atacar

8 jun 2026 - 10h23
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Resumo
O conflito se intensificou após novos ataques entre os dois países no fim de semana, elevando os temores de interrupções no fornecimento de energia e de uma ampliação da crise na região. O petróleo chegou a avançar mais de 4% com a deterioração do cenário geopolítico. Há pouco, o Brent/agosto reduzia os ganhos para 1,21%, cotado a US$ 94,22.
Protesto nas ruas de Teerã neste final de semana
Protesto nas ruas de Teerã neste final de semana
Foto: Reuters

Os conflitos no Oriente Médio voltaram ao centro das atenções dos mercados nesta segunda-feira (8), após uma nova escalada dos confrontos entre Israel e Irã. O aumento das tensões impulsionou o petróleo e reacendeu preocupações com inflação global, em um momento em que dados fortes da economia americana já reduzem as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).

O conflito se intensificou após novos ataques entre os dois países no fim de semana, elevando os temores de interrupções no fornecimento de energia e de uma ampliação da crise na região. O petróleo chegou a avançar mais de 4% com a deterioração do cenário geopolítico. Há pouco, o Brent/agosto reduzia os ganhos para 1,21%, cotado a US$ 94,22 e o WTI/jul avançava 1,13%, a US$ 91,56, após o Irã anunciar o fim das operações militares contra Israel. 

O episódio desta manhã evidenciou divergências entre Washington e Tel Aviv. Donald Trump voltou a defender uma solução negociada com Teerã e afirmou que Israel terá de aceitar qualquer eventual acordo firmado pelos Estados Unidos com o Irã, em declarações que reforçam a percepção de desencontros estratégicos entre os dois aliados em meio à escalada do conflito. 

Os impactos já chegaram ao mercado global, com as bolsas da Europa majoritariamente em queda, pressionadas pela escalada das tensões entre Israel e Irã e pela correção global das ações ligadas à inteligência artificial. A alta do petróleo após os novos ataques no Oriente Médio pesa sobre o setor aéreo, com companhias como Lufthansa e Air France registrando perdas. 

Na Ásia, os índices fecharam em queda, pressionados pelas perdas no setor de tecnologia e inteligência artificial em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O destaque foi o Kospi, que recuou 8,29%, puxado pelas ações de semicondutores. 

No Brasil, o mercado acompanha o cenário internacional enquanto o governo busca destravar negociações comerciais com os Estados Unidos. O Planalto trabalha para viabilizar um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante a reunião do G7, prevista para este mês na França. 

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