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Nelson Barbosa defende retorno de tributo de combustível, mas sugere cautela sobre momento da decisão

Um retorno muito rápido pode gerar perdas por pressionar a inflação e impactar os juros, segundo Barbosa

6 dez 2022 - 13h08
(atualizado às 13h16)
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Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda, que integra a equipe econômica de transição do governo Lula
Nelson Barbosa, ex-ministro da Fazenda, que integra a equipe econômica de transição do governo Lula
Foto: Dida Sampaio/Estadão - 27/8/2016 / Estadão

O ex-ministro Nelson Barbosa, membro da coordenação de Economia da transição de governo, disse concordar que o governo não deve subsidiar combustíveis fósseis indefinidamente, ponderando que é preciso avaliar o momento e a velocidade do retorno da tributação sobre esses insumos.

Em evento dos jornais O Globo e Valor Econômico nesta terça-feira, 6, Barbosa argumentou que um retorno muito rápido dessa tributação pode dar um ganho inicial de receitas para o governo, mas acaba gerando perdas por pressionar a inflação e impactar os juros.

"A recomendação da maioria dos economistas é retornar sim a tributar, mas o momento ainda está em aberto, não há decisão sobre qual momento você vai retomar", disse.

A tributação federal sobre combustíveis foi cortada pelo governo Jair Bolsonaro com o argumento de que era necessário mitigar o efeito da alta do petróleo em meio ao conflito na Ucrânia. A medida vale até o fim deste ano, mas a atual gestão propôs a manutenção da regra no Orçamento de 2023, que ainda não foi votado.

Também participante do evento, o coordenador da área de Orçamento na equipe de transição de governo, senador eleito Wellington Dias (PT-PI), também alertou sobre o impacto de uma reoneração desse tipo sobre o preço dos combustíveis nas bombas.

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