Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Natura anuncia troca de comando e ex-presidente volta ao cargo

Após dez anos como CEO, João Paulo Ferreira sai da empresa e Alessandro Carlucci retoma posição em que esteve até 2014; Fábio Barbosa retorna ao conselho de administração

31 ago 2026 - 10h36
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A Natura anunciou o retorno de Alessandro Carlucci ao cargo de CEO em outubro, substituindo João Paulo Ferreira após dez anos, enquanto Fábio Barbosa reassume a presidência do conselho. A reestruturação visa recuperar a eficiência operacional e a rentabilidade da companhia, que enfrenta forte pressão financeira e registrou queda de 92% no lucro líquido do segundo trimestre, impactada por problemas de gestão de estoque e fraco desempenho nas vendas no Brasil.

Após dez anos, João Paulo Ferreira deixará o comando da Natura. Em seu lugar, vai assumir Alessandro Carlucci, que já havia sido CEO da fabricante de cosméticos entre 2005 e 2014.

A mudança acontecerá em 1.º de outubro. Segundo a Natura, em comunicado, Carlucci atuará em colaboração com João Paulo "em uma transição sem rupturas".

Além de deixar o comando da empresa, Ferreira também renunciou ao cargo de conselheiro e às posições em comitês, com efeitos imediatos. Já Carlucci renunciou aos cargos de membro e presidente do conselho de administração e às posições em comitês, com efeitos a partir de 29 de agosto.

Com a recomposição do colegiado, Fábio Barbosa retornou à presidência do conselho de administração a partir de 29 de agosto. Ele foi eleito conselheiro e chairman e, segundo a companhia, sua nomeação será submetida à ratificação dos acionistas na próxima assembleia.

A Natura disse que as diretrizes estratégicas "permanecem inalteradas" e que as mudanças na administração reforçam foco em "rentabilidade, eficiência operacional e alocação eficiente do capital".

Carlucci foi o responsável pelo início da expansão internacional da Natura. Sob seu comando, a estratégia da empresa foi voltada para o crescimento orgânico, consolidação da venda direta no Brasil e expansão internacional própria para a América Latina (como operações na Argentina, Chile, Colômbia e México).

Ele fez a primeira aquisição internacional da Natura, a da Aesop. Sob a gestão de Ferreira, foi comprada a Avon global e a The Body Shop. A estratégia levou ao desequilíbrio financeiro da empresa. Posteriormente, todas seriam vendidas ou desmontadas.

Os resultados mais recente divulgados, referentes ao segundo trimestre, apontaram um período de forte estresse operacional e queda na lucratividade, motivados principalmente por problemas internos no Brasil.

O lucro líquido das operações continuadas foi de R$ 35 milhões. Isso representa desvalorização drástica de 92,1% na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando havia registrado R$ 446 milhões. O lucro líquido considerando efeitos consolidados totais recuou 82%.

A receita somou R$ 5,2 bilhões, uma queda de 9,1% em relação ao ano anterior. A grande vilã foi a operação no Brasil, que despencou 14,8% devido a um consumo fraco e ao apagão de estoque, por conta da implantação de um sistema de gestão SAP.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra