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'Não podemos abrir mão de nenhuma forma de energia', diz diretora da Petrobras

Renata Baruzzi, assim como Giovanna Curty, da Light, destacaram, no Energy Summit nesta terça-feira, 23, no Rio, o aumento da demanda de fontes de energia com avanço tecnológico

23 jun 2026 - 12h16
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RIO - Na abertura do Energy Summit, nesta terça-feira, 23, no Rio de Janeiro, as executivas Renata Baruzzi (diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras) e Giovanna Curty (superintendente de Comunicação e Sustentabilidade da Light) ressaltaram a perspectiva de aumento da necessidade de fontes de energia pela demanda criada pelo avanço tecnológico.

Os desafios do setor elétrico e a busca por novas fontes renováveis de energia estão no centro do debate de duas das maiores empresas de energia da América Latina, de acordo com as representantes das duas companhias.

O Energy Summit vai reunir cerca de 12 mil participantes e 3,3 mil empresas em três dias de eventos na Marina da Glória, no Rio de Janeiro
O Energy Summit vai reunir cerca de 12 mil participantes e 3,3 mil empresas em três dias de eventos na Marina da Glória, no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

"O Brasil já tem uma matriz energética mais limpa do que os demais países querem ter em 2050. Nós não podemos abrir mão de nenhuma forma de energia. A gente tem de adicionar energia para trazer mais bem-estar para o nosso povo e mais desenvolvimento para o nosso País. A Petrobras tem investido muito em descarbonização e novas energias. No nosso plano estratégico, só para descarbonização e novas energias, temos previsto mais de 13 bilhões de dólares para os próximos 5 anos. E a gente entende que a acessibilidade dessas novas energias vai vir com a tecnologia. Hoje essas energias não são acessíveis", afirmou Renata Baruzzi.

A superintendente de Comunicação e Sustentabilidade da Light, Giovanna Curty, destacou que a Light está para iniciar "o maior plano de investimentos da sua história".

'O Rio de Janeiro tem todas as características necessárias para receber os data centers e se tornar um grande polo de desenvolvimento das Américas', diz Giovanna Curty, ao lado de Renata Baruzzi
'O Rio de Janeiro tem todas as características necessárias para receber os data centers e se tornar um grande polo de desenvolvimento das Américas', diz Giovanna Curty, ao lado de Renata Baruzzi
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

"A Light acabou de renovar o seu contrato de concessão e está para iniciar o maior plano de investimentos da sua história. São 10 bilhões de investimentos nos próximos 5 anos. O Rio de Janeiro tem todas as características necessárias para receber os data centers e se tornar um grande polo de desenvolvimento das Américas. Nós, como empresa distribuidora de energia local, temos um papel importante nisso. Estamos preparados para isso. 95% da água que abastece o Rio passa pelas usinas da Light. A gente pode conectar sustentabilidade e energia limpa com avanço tecnológico", afirmou Giovanna.

O Energy Summit vai reunir cerca de 12 mil participantes e 3,3 mil empresas em três dias de eventos na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Realizado em parceria com o MIT, o evento é focado em inovação e empreendedorismo nos setores de energia e sustentabilidade. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), ressaltou a escolha da capital fluminense para o debate sobre energia e citou a Petrobras e a Light como duas empresas impulsionadoras e produtoras de conhecimento no setor.

'Não são frutos do acaso ou de mera sorte'

"A Petrobras arrecada R$ 270 bilhões em tributos para o Brasil. Desse total, apenas R$ 25 bilhões permanecem no Estado do Rio, enquanto outros R$ 25 bilhões vão para São Paulo, uma composição definida no pacto da Constituinte de 1988, que equilibrou a arrecadação de ICMS e a compensação de royalties. Os R$ 220 bilhões restantes são distribuídos para a União e outros Estados. Essa riqueza e a capacidade de exploração não são frutos do acaso ou de mera sorte, mas sim de planejamento, esforço e investimentos em tecnologia e conhecimento realizados pela Petrobras e por universidades fluminenses, como a UFRJ. Embora o Brasil possua a nona maior reserva de petróleo do mundo, o diferencial do País reside no desenvolvimento dessa inteligência tecnológica", destacou Cavaliere.

Segundo o prefeito, o Rio de Janeiro está posicionado como um polo de inteligência artificial, que demanda, cada vez mais, energia.

"O Rio de Janeiro posicionou-se estrategicamente para se tornar o polo de inteligência artificial do continente por meio da iniciativa "Rio AI City", lançada no ano passado durante o Web Summit. A cidade dispõe de uma infraestrutura robusta: mais de 3 GW de capacidade ociosa de energia em baixa tensão distribuída pela Light, projetos contratados junto ao governo federal (como os da ex-Eletrobras/Axia), cabos submarinos que garantem conectividade, água em abundância e engenharia de excelência", disse.

Estadão
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