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Morre Paulo Camillo Penna, presidente do sindicato da indústria do cimento, aos 69 anos

Em sua longa carreira profissional, executivo presidiu o Instituto Brasileiro de Mineração, Abralatas, Abras (de supermercados), foi vice-presidente do grupo AES Brasil e estava no SNIC desde 2016

2 out 2026 - 14h21
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Resumo
O executivo Paulo Camillo Penna, presidente da ABCP e do SNIC, faleceu aos 69 anos vítima de um infarto em Natal. Com mais de três décadas de atuação pública e corporativa, destacou-se como articulador estratégico da indústria nacional, liderando o setor cimenteiro desde 2016 e presidindo previamente entidades como o Ibram. Reconhecido pela capacidade de diálogo e defesa da sustentabilidade e infraestrutura, Penna deixa duas filhas e será sepultado neste sábado, 3, em Belo Horizonte.

O executivo Paulo Camillo Penna, presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), morreu na noite de quarta-feira, 30, em Natal, onde havia ido participar de um evento setorial. Penna tinha 69 anos e deixou duas filhas.

O corpo do executivo, que sofreu um infarto, está sendo trasladado de Natal nesta sexta-feira, 2, e o velório e o enterro estão programados para este sábado, 3, em Belo Horizonte, no Cemitério do Bonfim. Penna tem raízes em Minas Gerais, de famílias tradicionais.

Na terça-feira, o executivo havia participado do evento anual da indústria do aço, em São Paulo, onde almoçou ao lado do empresário Jorge Gerdau e de outros executivos.

Penna tinha mais de 30 anos de atuação nos setores público, empresarial e associativo, tendo sido considerado um importante articulador da indústria brasileira. "À frente da ABCP e do SNIC, promoveu o diálogo entre empresas, entidades e poder público sobre temas como infraestrutura, sustentabilidade e desenvolvimento do setor cimenteiro", afirmou o SNIC, em nota.

Paulo Camillo Penna estava à frente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)
Paulo Camillo Penna estava à frente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP)
Foto: SNIC/Divulgação / Estadão

Na indústria do cimento, assumiu o comando do SNIC em 2016, quando o setor entrava numa profunda crise de demanda que se prolongou até 2018, decorrente da retração econômica do País. Alguns anos depois assumiu também a presidência da ABCP.

Antes das duas entidades do setor cimenteiro, ocupou cargos de gestão no Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), na Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), na Fundação TV Minas e no Grupo AES Brasil, na época dono da Eletropaulo, como vice-presidente de Comunicação e Relações Institucionais.

Penna também integrou fóruns e conselhos da indústria no Brasil e no exterior, participando de iniciativas voltadas à competitividade, à inovação e ao desenvolvimento econômico. Era graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUC-MG e possuía MBA em Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pelo IEL/Fiemg.

Em nota, a Votorantim Cimentos, empresa líder no setor de cimento no País, lamentou a morte de Penna e destacou que o executivo foi um "homem de ação e de diálogo". "À frente da ABCP e do SNIC, atuou em prol do desenvolvimento sustentável da indústria do cimento, promovendo a colaboração e a parceria entre o setor e seus stakeholders."

A InterCement, terceira maior fabricante brasileira de cimento, lamentou a morte de Penna e destacou que "ao longo de sua trajetória, ele teve papel fundamental na representação e no desenvolvimento da indústria brasileira, contribuindo para aproximar empresas, entidades setoriais e poder público em torno de pautas estratégicas para o país."

Em nota, o Ibram ressaltou a importância de Paulo Camillo Penna para a entidade, sediada em Belo Horizonte, que presidiu de 2006 a 2012. "Foi uma importante liderança da indústria mineral brasileira. No período da sua gestão, ele contribuiu para o fortalecimento da representação institucional do setor mineral e para a ampliação do diálogo da mineração com diferentes segmentos da sociedade".

Ana Sanches, presidente do conselho diretor do Ibram, afirmou na nota que Penna "foi uma liderança respeitada, com uma trajetória marcada pela capacidade de diálogo e pela dedicação à representação empresarial".

Estadão
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