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Após prisão, agência coloca notas da Odebrecht em revisão

Revisão da nota dependerá da capacidade da empresa de amparar suas operações enquanto se desenrolam as investigações da Lava Jato

20 jun 2015
14h58
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A agência de classificação de risco Moody's colocou em revisão para rebaixamento as notas de escala brasileira e global da Odebrecht, após a prisão do presidente da companhia devido a acusações de que executivos seriam protagonistas no esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras.

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A empresa é atualmente classificada em "Baa3" em escala global, classificação mais baixa dentro da categoria de grau de investimento, e "Aa1.br" na escala brasileira. Segundo a agência, a revisão da nota dependerá da capacidade da empresa de amparar suas operações enquanto se desenrolam as investigações, levando em conta que a Odebrecht atualmente tem liquidez para cobrir todas suas obrigações.

A prisão de Marcelo Odebrecht integra nova fase da Operação Lava Jato, com foco em contas no exterior com pagamento de propina
A prisão de Marcelo Odebrecht integra nova fase da Operação Lava Jato, com foco em contas no exterior com pagamento de propina
Foto: Reuters / BBCBrasil.com

"Na medida em que as questões atuais possam ser esclarecidas e resolvidas sob o curso normal da justiça, com implicações restritas ou gerenciáveis para os negócios domésticos e internacionais da companhia e para o seu perfil de liquidez, os ratings podem ser confirmados nos níveis atuais", afirmou a Moody's em comunicado.

"Por outro lado, os ratings podem ser rebaixados se a Moody's perceber aumento dos riscos oriundos dessas investigações, tais como redução da liquidez para cumprir com o serviço das dívidas ou redução significativa no seu portfólio de projetos que resultaria prospectivamente em maior alavancagem e perfil de negócios enfraquecido".

A prisão de Marcelo Odebrecht integra nova fase da Operação Lava Jato, com foco em contas no exterior com pagamento de propina. No total, a investigação motivou até agora a acusação de mais de 100 pessoas e nomeou dezenas de políticos.

O escândalo fez com que diversas construtoras fossem bloqueadas de fazer negócios com a Petrobras e economistas dizem que essa situação tem piorado as perspectivas para a economia brasileira dado o peso relevante do setor de óleo e gás no Produto Interno Bruto (PIB).

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