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Ministros de Finanças do G7 buscam resolver desequilíbrios na esteira de liquidação de títulos

18 mai 2026 - 09h09
(atualizado às 10h21)
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‌Os ministros das Finanças do G7 reconheceram a crescente preocupação com a dívida pública e a volatilidade do mercado de títulos ao se reunirem em Paris nesta segunda-feira, na esteira de uma liquidação no mercado de títulos desencadeada por temores sobre os riscos de inflação decorrentes da guerra no Irã.

Ministro das Finanças da França, Roland Lescure
18 de maio de 2026. REUTERS/Tom Nicholson
Ministro das Finanças da França, Roland Lescure 18 de maio de 2026. REUTERS/Tom Nicholson
Foto: Reuters

Os ministros devem discutir as ⁠consequências econômicas do conflito e a volatilidade dos mercados globais de títulos, que são de ‌particular preocupação para o Japão, enquanto que eles também buscam um consenso para lidar com as tensões econômicas e os desequilíbrios globais.

Os títulos de Tóquio a ‌Nova York ampliaram suas perdas nesta segunda-feira, com ‌os investidores apostando em aumentos nas taxas de juros devido às preocupações de ⁠que a alta dos preços da energia possa estimular a inflação.

Questionado se os mercados de títulos estavam entrando em colapso, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse: "Eles estão passando por uma correção - eu não diria que estão entrando em colapso."

DIVISÕES

A reunião, que também contará com a presença de representantes dos bancos centrais do ‌G7, abordará como os países podem coordenar sua resposta a choques como a inflação ‌por meio de medidas temporárias, ⁠direcionadas e reversíveis, ⁠informou o Ministério das Finanças da França.

O chefe do banco central alemão, Joachim Nagel, disse que ⁠as autoridades poderiam fazer muito para acalmar ‌os mercados e dar-lhes um ‌impulso positivo.

Questionada na chegada se estava preocupada com a venda de títulos, a chefe do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse a repórteres: "Eu sempre me preocupo, esse é o meu trabalho."

A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, ⁠disse que foi instruída pela primeira-ministra Sanae Takaichi a "minimizar vários riscos", quando questionada sobre o aumento da taxa de juros de longo prazo, sem entrar em detalhes.

Os ministros das Finanças do G7 tentarão encontrar um consenso para lidar com as tensões econômicas globais e coordenar o fornecimento ‌de matérias-primas essenciais. No entanto, as divisões dentro do G7 complicam os esforços para projetar unidade enquanto os ministros se preparam para uma cúpula de líderes de ⁠15 a 17 de junho na cidade de Evian.

"Não coloque em prática medidas que possam piorar a situação", disse a chefe do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, ao chegar para a reunião.

No centro da agenda de Paris estará o que Lescure descreveu antes da reunião como desequilíbrios econômicos globais profundamente arraigados que estão alimentando o atrito comercial e correm o risco de uma turbulenta reversão nos mercados financeiros.

"A forma como a economia global vem se desenvolvendo nos últimos 10 anos ou mais é claramente insustentável", disse ele, apontando para um padrão no qual a China consome pouco, os Estados Unidos consomem demais e a Europa investe pouco.

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