MBA vira startup de produtos customizados para cachorros
Em trabalho de conclusão de curso, sócios lançaram a base da DogLikers, serviço de assinaturas com produtos para cada perfil de cachorro
Quando um grupo de amigos terminou o trabalho de conclusão em um curso de MBA, percebeu que tinha bem mais do que uma ideia teórica. Havia ali um negócio. Decidiu, então, buscar um investidor e montar a DogLikers, serviço de assinatura online que, todo mês, entrega produtos escolhidos de acordo com o perfil de cada cão.
Capacitação aumenta produtividade no varejo e franchising
"Nós trabalhávamos com marketing digital, e percebemos que, apesar do tamanho do mercado pet, não havia nada nele relacionado com tecnologia", afirma Gustavo Monteiro, sócio-fundador da DogLikers.
E como cada vez mais cães deixam de ocupar o lugar de animais de estimação para ganhar tratamento de membros da família, dar um presente “personalizado” para o companheiro de quatro patas é algo que cativa os donos dos bichos. “As pessoas, no entanto, acabam não tendo tempo para procurar coisas diferentes, interessantes e próprias para seu cachorro", ressalta Monteiro.
A DogLikers oferece exatamente esse serviço aos clientes. "A pessoa entra no site e preenche uma ficha na qual ela fala não só a raça do cachorro, mas também características comportamentais dele e, todo mês, nós enviamos uma caixa com cinco produtos escolhidos especialmente para cada animal", explica Monteiro.
O LikeBox vem com um snack, um acessório, um artigo de higiene e de saúde, além de uma surpresa. "Um brinquedo que serve para um cão da raça Golden Retriever, por exemplo, não é ideal para um Pitbull, que tem uma mordida muito mais forte", afirma Monteiro.
E não é apenas a facilidade de receber em casa produtos exclusivos que atrai os cerca de 160 assinantes que o site tem. O serviço tem outro apelo bem convincente: o bolso. "O que mandamos custaria em torno de 30% a 40% a mais se fosse adquirido em uma loja", diz o sócio da DogLikers.
Com assinaturas a R$ 89, a empresa faturou em torno de R$ 150 mil em seu primeiro ano de vida, entre março de 2013 e março de 2014. Já entre este último ano e 2015, o faturamento pulou para R$ 260 mil, e Monteiro espera fechar o próximo período anual com um faturamento em torno de R$ 320 mil.
"O setor pet cresce em torno de 8% ao ano e sofre menos do que outros com a crise. Tanto que o Brasil já se tornou o segundo maior mercado do mundo, superando a China e atrás apenas dos Estados Unidos", enfatiza Monteiro, esbanjando confiança.
Tanto que a DogLikers já está disponibilizando uma caixa nova para o próximo ano. "Ela terá espaço também para que as empresas coloquem anúncios de seus produtos ou mandem amostras grátis para nossos assinantes".
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