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Diversificada, SC tem maior proporção de patrões do Brasil

17 jan 2014 - 07h11
(atualizado às 09h51)
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Nem São Paulo, estado com maior PIB, nem o Pará, onde a indústria tem maior peso, nem Minas Gerais, que tem maior número de municípios. A unidade da Federação com maior proporção de empregadores é Santa Catarina. Entre os catarinenses que trabalham, 3,14% são patrões, segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, são 1,97%.

Logo atrás de Santa Catarina estão Paraná (2,81%), Mato Grosso do Sul (2,60%), Rio Grande do Sul (2,59%) e São Paulo (2,28%). Os estados com menor proporção de empregadores são Maranhão (0,90%), Acre (0,98%), Amazonas (1,0%), Piauí (1,02%) e Pará (1,11%).

Foto: Fonte: IBGE - Censo 2010

A descentralização econômica, os bons indicadores sociais e a migração recente de europeus contribuem para a liderança catarinense. “Santa Catarina é um mosaico, é bem distribuída tanto do ponto de vista populacional quanto econômico”, comenta o gerente da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Santa Catarina, Marcondes da Silva Cândido. “Temos muitos pequenos negócios, em vários setores”, reforça o professor de gestão de projetos Marcos Bosquetti, do Departamento de Ciências da Administração da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Não por acaso, é lá que se registra o menor patamar de desigualdade de renda no país. É o único estado, por exemplo, em que os 10% mais ricos ficam com menos de 40% da renda total.

É também um dos poucos em que nenhum setor responde por mais de 60% do PIB (isso também ocorre no Amazonas, no Pará, em Minas Gerais, no Espírito Santo e em Mato Grosso). E é um dos estados em que as empresas de pequeno e médio porte (menos de 500 funcionários) respondem por maior fatia dos empregos: 68% – percentual só menor que o do Paraná (71%) e o do Mato Grosso (74%), segundo o Cadastro Geral de Empresas, do IBGE.

Em 2010, a maior parte dos empregadores catarinenses (35,5%) atuava no ramo de comércio e reparação de veículos, um quadro que também se verifica no Brasil, em intensidade até um pouco maior (37,4%). Mas a pulverização da economia local ocorre não só no comércio e nos serviços, setores geralmente descentralizados.

“Ao contrário do que acontece em alguns estados, na agricultura não predomina o latifúndio, a monocultura – poucos empregadores com muitos empregados. São propriedades menores”, afirma Bosquetti. A criação de animais não envolve só gado em grandes pastos. “A produção de mel é importante em algumas regiões, assim como a criação de camarão”, aponta. De acordo com o último Censo Agropecuário, de 2006, as propriedades rurais catarinenses têm, em média, 31 hectares – menos da metade da média brasileira (64%). O índice de concentração de terras, medido pelo Incra, também está entre os menores do país.

Parte significativa dos empregadores de Santa Catarina está na indústria da transformação: 18,3%, contra 12,5% no Brasil como um todo. Nesse setor também predomina a diversificação, segundo Cândido, do Sebrae. Ele destaca, na região Oeste do estado, os ramos de confecção e alimentos. Na região Sul, os segmento de cerâmica, plástico, metalmecânico, confecção e calçados. No Norte, são fortes a indústria têxtil e eletrometalmecânica. No litoral, a moda-praia. Na Grande Florianópolis, vêm crescendo as indústrias ligadas a tecnologia de informação e comunicação. “No turismo, há um conjunto de pequenos negócios, como hotelaria, restaurantes e bares”, frisa Bosquetti, da UFSC.

Os dois especialistas o atribuem o resultado também à imigração de europeus, sobretudo a partir do século 19: alemães (muito presentes no norte e no Vale do Itajaí), japoneses (na região central) e italianos (no sul e no oeste). “Os imigrantes trouxeram seus conhecimentos de negócios próprios”, diz Bosquetti.

Fonte: PrimaPagina
Fonte: Terra
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