Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Meta adia regra que permite uso de conteúdo jornalístico por IA sem licença, após revés na Justiça

Recuo ocorre após decisão liminar em favor das entidades ANJ, Abert e Aner; a companhia americana diz estar negociando com empresas de mídia para chegar a um acordo

6 nov 2026 - 19h57
(atualizado às 20h16)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Após sofrer um revés judicial no Brasil e enfrentar forte oposição internacional, a Meta suspendeu novas regras que permitiriam usar conteúdos jornalísticos sem licença para treinar sua inteligência artificial. A decisão atende a uma liminar da Justiça de São Paulo obtida por associações de mídia para barrar a coleta de dados. A big tech, que também é alvo de contestações nos EUA, Reino Unido e Noruega, manterá os termos atuais enquanto dialoga com o setor.

A Meta voltou atrás na implementação das suas novas regras comerciais de coleta e uso comercial de informações de sites jornalísticos. A prática permitiria, por exemplo, usar o material para treinar modelos de inteligência artificial (IA), como a Meta AI, análoga ao ChatGPT.

"Recentemente, anunciamos a atualização dos Termos Comerciais da Meta, dos Termos do Catálogo de Produtos, dos Termos para Criação de Anúncios com Autoatendimento e dos Termos de IA Generativa para Criativo do Anúncio. Essas atualizações estão pausadas e não entrarão em vigor em 20 de novembro de 2026. Seguimos em diálogo com as partes interessadas e compartilharemos novas informações assim que possível. Enquanto isso, nossos termos existentes permanecem em vigor", diz o comunicado da empresa. Procurada pelo Estadão, a empresa afirmou que não se manifestaria sobre o tema além do que expôs no comunicado.

Nesta semana, a Meta sofreu um revés judicial no Brasil. A Justiça de SP concedeu uma liminar (decisão provisória urgente) à Associação Nacional de Jornais (ANJ), à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e à Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). Na decisão, as novas regras comerciais da companhia ficariam suspensas. Desse modo, ficariam proibidos a coleta e o uso de conteúdos jornalísticos dos veículos associados. Isso também impediria o desenvolvimento e treinamento de sistemas de IA com as reportagens dos veículos.

Não é a primeira vez que a Meta adia a implementação das suas novas regras comerciais. Inicialmente, o início seria em 30 de outubro, mas a empresa enfrentou resistência de empresas de mídia de diversos países, passando a data para 20 de novembro.

O porta-voz da Meta Andy Stone já havia sinalizado a possibilidade de adiar a validade das novas regras. "Temos ouvido o feedback dos editores sobre nossa proposta de atualização de anúncios e termos de negócios. Nos importamos profundamente com nossos parceiros e não planejamos fazer alterações de política sem uma consulta completa com grupos e líderes da indústria", escreveu no X.

Nos Estados Unidos, a Meta recebeu cartas de um senador republicano e um senador democrata criticando as novas regras. Além da decisão da Justiça de SP, a Meta teve a política suspensa na Noruega por uma liminar em um processo movido por empresas de mídia. No Reino Unido, a big tech também é alvo de uma investigação pela Autoridade de Concorrência e Mercados sobre um possível abuso de posição dominante ao impor termos exploratórios a editores e anunciantes.

Neste ano, a Austrália aprovou uma legislação obrigando grandes empresas de tecnologia a fechar acordos com veículos de imprensa locais para usar conteúdo jornalístico, sob risco de enfrentar uma multa de 2,25% a 2,5% sobre as suas receitas de publicidade digital no país.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra