Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Manifesto por apurações no STF reúne 157 assinaturas; veja alguns dos nomes

Lista inclui empresários, executivos, economistas, cientistas e personalidades; o grupo pede afastamento de suspeitos, rapidez no esclarecimento dos fatos e adoção de código de conduta

8 set 2026 - 18h33
(atualizado às 19h06)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Com 157 assinaturas de empresários, economistas e artistas, o manifesto "Pela lei e pelo Brasil" cobra apuração célere e independente sobre recentes denúncias envolvendo ministros do STF e autoridades dos Três Poderes. Articulado após revelações de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, o texto pede a integridade das instituições, o afastamento cautelar de investigados e a adoção urgente de um código de conduta vinculante para as cortes superiores.

Empresários assinam o manifesto "Pela lei e pelo Brasil", a ser publicado nesta quarta-feira, 9, na edição impressa do Estadão. A iniciativa vinha sendo articulada desde a semana passada pela "integridade das instituições dos Três Poderes".

Trata-se de uma resposta a fatos recentes envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, após o Estadão ter revelado uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O documento conta com 157 assinaturas, incluindo nomes que vão além da esfera corporativa. Além de empresários e executivos, posicionaram-se economistas, como Ana Paula Vescovi, André Lara Resende, Armínio Fraga, Elena Landau, Gustavo Franco, Mailson da Nóbrega, Marcelo Kayath e Persio Arida, artistas, como o apresentador Luciano Huck e Nelson Motta, e cientistas, incluindo Mayana Zatz, Fernando Reinach e Sílvio Meira.

Entre outros nomes conhecidos, estão Antônio Carlos Pipponzi, Eduardo Sirotsky Melzer, Eugênio Mattar, Fábio Barbosa, Fersen Lambranho, Frederico Trajano, Luiza Helena Trajano, Guilherme Leal, Gustavo Ioschpe, Horácio Lafer Piva, Jackson Schneider, Jair Ribeiro, Jayme Garfinkel, Jean-Marc Etlin, Patrice Etlin, José Galló, Marcelo Silva, Maria Silvia Bastos Marques, Nildemar Secches, Paulo Kakinoff, Pedro Bueno, Pedro Passos, Pedro Parente, Pedro Wongtschowski, Raul Cutait, Ricardo Steinbruch, Walter Schalka e Wilson Ferreira Junior.

Uma das assinaturas está em nome do grupo Mulheres do Brasil, formado por empresárias e executivas.

O texto lembra o movimento que, em dezembro passado, pediu o Código de Conduta para o STF - e não foi atendido. E diz: "As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais."

Além disso, cita que "as menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-Presidente da República e do atual - os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo."

O manifesto ressalta que os signatários não são contra pessoas, mas a favor das instituições. Pede, então, a apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades, o afastamento cautelar de quem for formalmente investigado e, novamente, a adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.

Em entrevista ao Estadão, Schalka, membro do conselho de administração da Suzano, defendeu que o presidente do STF, Edson Fachin, "tem a obrigação, não o direito, de tomar medidas de forma célere". "Ele é uma pessoa digna, correta, e em quem nós confiamos", diz.

Para ele, o momento exige que não apenas os empresários, mas a sociedade como um todo se posicione e vá para a rua protestar. "Já passou muito do tempo de termos ações. Se não der certo, temos de ir para a rua de novo", afirmou. "Não podemos ter essa situação de que no Brasil pode tudo. Se houve alguma questão com o Master, tem de fazer o afastamento. Não estou pré-julgando ninguém. Mas a sociedade precisa, por meio dos mecanismos jurídicos adequados, mostrar que a indignação chegou a um ponto além dos limites."

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra