Lucro da Weg cai 2,1% no 2º tri pressionado por queda da demanda no Brasil e aumento de custos
A Weg anunciou nesta quarta-feira lucro líquido de R$1,56 bilhão no segundo trimestre, recuo de 2,1% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado pela fabricante de motores elétricos e equipamentos de automação e geração de energia.
Segundo a empresa, o desempenho foi principalmente impactado pela valorização do real e menor demanda por projetos de geração de energia renovável no Brasil.
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$2,21 bilhões para o período, representando queda de 2,1% ano a ano.
As cifras, porém, vieram acima do consenso dos analistas, que esperavam lucro líquido de R$1,52 bilhão com Ebitda de R$2,12 bilhões para a Weg no período, de acordo com dados da LSEG.
O grupo registrou um recuo na margem bruta de 33,2% ante 33,7% no mesmo período do ano anterior, enquanto os custos dos produtos vendidos foram impactados pelo aumento dos custos de matérias-primas, em especial o cobre, e pelas tarifas de importação nos EUA, acrescentou.
A empresa teve uma receita líquida de R$10,14 bilhões, recuo de 0,6% na comparação anual e também acima da expectativa média do mercado de faturamento de R$10,03 bilhões, segundo a LSEG.
A queda na receita foi causada principalmente pela operação no Brasil, onde o faturamento recuou 4,9% ante um menor nível de entregas no segmento de geração solar devido à ausência de novos projetos em 2026.
O grupo investiu R$794,9 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, comparado com R$583,4 milhões investidos no segundo trimestre de 2025. Do total, 44,5% serão destinados às unidades produtivas no Brasil e 55,5% para as unidades no exterior.
Com isso, o investimento acumulado no primeiro semestre de 2026 foi de cerca de R$1,42 bilhão.
A Weg anunciou anteriormente que espera investir em 2026 cerca de R$3,54 bilhões em ativos imobilizados, além de R$22,4 milhões em ativos intangíveis, valores acima dos praticados em 2025.
"Continuamos com nossa estratégia de expansão de capacidade de fabricação que, aliada e diversificação de produtos e soluções, contribui para entrega de margens operacionais consistentes e retorno sobre o capital investido superior à média da indústria," disse.
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